UNIVAG

Cesta básica dispara mais de 4% em uma semana e atinge maior alta da série em Cuiabá

O custo da cesta básica voltou a subir com força em Cuiabá e já acende um novo alerta para o orçamento das famílias. Em apenas uma semana, o valor saltou de R$ 826,90 para R$ 862,76, uma alta de 4,34% — a maior já registrada na série histórica, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio.

O aumento foi puxado principalmente por alimentos essenciais do dia a dia, com destaque para o tomate, que registrou disparada de 33,5% e passou a custar, em média, R$ 11,87 o quilo. A alta está diretamente ligada ao período de entressafra, quando a produção diminui e a oferta no mercado fica mais restrita.

Outro vilão do orçamento foi a batata, que subiu 11,8%. O aumento está associado à combinação de fatores como redução na oferta, impacto das chuvas na colheita e maior demanda durante a Semana Santa, período em que o consumo costuma crescer.

A farinha de trigo também contribuiu para o encarecimento da cesta, com elevação de 2,08%. Nesse caso, o avanço dos preços está relacionado ao fim da safra e aos custos mais altos de produção e importação, refletindo diretamente no valor final ao consumidor.

Além desses itens, produtos básicos como carne, leite e feijão também apresentaram aumento, ainda que mais moderado, ajudando a pressionar o valor total. Por outro lado, alguns alimentos tiveram queda, como banana, açúcar e manteiga, mas o recuo não foi suficiente para conter a alta geral.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a cesta básica já acumula aumento de 2,22%, indicando uma tendência contínua de elevação no custo da alimentação.

O cenário reflete uma combinação de fatores estruturais, como condições climáticas, ciclos de safra e custos de produção. Quando a oferta diminui ou os custos sobem, o impacto chega rapidamente ao consumidor — especialmente nos itens mais essenciais, que têm maior peso no dia a dia das famílias.

Com isso, o aumento recente reforça a pressão inflacionária sobre os alimentos e evidencia como oscilações no campo e no mercado global continuam influenciando diretamente o custo de vida nas cidades.

Fonte Primeira Página

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Veja também

Foto de Roseli

Roseli

Comentários