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NAS ELEIÇÕES 2026 – TSE abre investigação contra chapa de Lula e Alckmin por abuso de poder

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Ação foi apresentada pelo partido Novo e questiona 35 medidas adotadas pelo governo federal em ano eleitoral, entre elas reajustes no Bolsa Família e subsídios aos combustíveis

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma ação de investigação contra a chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para apurar suspeitas de abuso de poder político nas eleições de 2026. A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, após representação apresentada pelo partido Novo.

A investigação envolve 35 medidas adotadas pelo governo federal durante o ano eleitoral. Segundo o partido, as iniciativas criaram ou ampliaram benefícios à população e poderiam representar uma tentativa de favorecer eleitoralmente a chapa presidencial por meio da estrutura administrativa do governo.

Entre as medidas questionadas estão o reajuste do Bolsa Família e o aumento dos subsídios aos combustíveis. Na representação, o Novo argumenta que as ações ultrapassariam os limites da atuação administrativa e poderiam configurar uso da máquina pública para obter vantagens na disputa eleitoral.

A ação também inclui o vice-presidente Geraldo Alckmin. O partido aponta a participação dele em eventos nos quais algumas das iniciativas foram anunciadas. Para o corregedor, existem elementos que justificam a apuração da conduta dos dois integrantes da chapa.

Na decisão, Cueva determinou que Lula e Alckmin sejam notificados para apresentar defesa no prazo de cinco dias. O ministro entendeu que a representação reúne os requisitos necessários para o prosseguimento da investigação.

O partido também apresentou uma comparação entre as medidas adotadas pelo governo federal de 2023 a 2025 e aquelas anunciadas em 2026. Conforme o levantamento encaminhado ao TSE, o número de iniciativas de caráter semelhante neste ano eleitoral iguala o total registrado nos três anos anteriores.

A investigação deverá analisar se as medidas tiveram finalidade administrativa legítima ou se foram utilizadas para promover eleitoralmente os integrantes da chapa presidencial.

 

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