O alívio proporcionado pela queda no preço da cesta básica na última semana de outubro durou pouco. Na primeira semana de novembro, o custo do conjunto de itens voltou a subir expressivamente em Cuiabá, com alta de 1,88%, elevando o preço médio para R$ 947,08.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o aumento também chama a atenção. O valor atual está 20,11% acima dos R$ 788,54 registrados no ano passado, o que representa uma diferença de R$ 158,54. A alta supera a inflação acumulada no período.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o encarecimento dos alimentos essenciais exige que as famílias reorganizem o orçamento doméstico e, muitas vezes, revejam seus hábitos de consumo. Esse cenário também influencia diretamente as escolhas feitas na hora das compras.
“Quando os alimentos ficam mais caros, o consumidor precisa adaptar suas escolhas para equilibrar o orçamento. Isso pode significar substituir alguns produtos, reduzir as quantidades adquiridas ou priorizar alternativas mais acessíveis. É um movimento que demonstra como a alta dos preços dos itens essenciais impacta diretamente o poder de compra das famílias”, afirmou o presidente.
Hortifruti ajuda a elevar o preço da cesta básica
O tomate registrou a maior variação de preço entre os itens da cesta básica nesta primeira semana de novembro, com alta de 14,69% e preço médio de R$ 16,37/kg. A variação pode estar associada à oferta limitada do produto. As condições climáticas desfavoráveis nas regiões produtoras atrasam a maturação dos frutos, reduzindo a quantidade disponível nos mercados.
Outro item que apresentou forte variação foi a banana, que voltou a subir após duas semanas consecutivas de queda. A alta foi de 9,20%, elevando o preço médio para R$ 8,96/kg. Questões climáticas também podem estar interferindo nos preços. O aumento das temperaturas nas plantações impacta o amadurecimento e a qualidade do produto, o que pode ter elevado os preços das frutas de melhor qualidade.
A batata também apresentou aumento, com acréscimo semanal de 8,80%, alcançando o preço médio de R$ 7,81/kg. As condições climáticas podem estar prejudicando a produção do tubérculo nas lavouras. Nesse cenário, a alta observada pode estar associada à maior valorização dos produtos de melhor qualidade.
Tião da Zaeli explicou que o comportamento dos preços dos alimentos também está diretamente relacionado às condições de produção e distribuição. Atrasos nas colheitas e dificuldades no escoamento dos produtos podem comprometer o abastecimento e reduzir a disponibilidade de itens de melhor qualidade nos mercados.
“A alta no custo da cesta básica reforça a importância de manter o abastecimento regular e garantir eficiência na logística de distribuição. Quando há atrasos nas colheitas ou dificuldades para escoar a produção, a oferta pode ser comprometida, o que acaba pressionando os preços e afetando diretamente o consumidor”, acrescentou o presidente.
Segundo avaliação do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a elevação dos preços dos alimentos essenciais reforça a pressão sobre o orçamento doméstico, especialmente porque as famílias precisam destinar uma parcela significativa da renda à aquisição de produtos básicos. A Fecomércio-MT é uma entidade sindical patronal filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).



