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Direito a Desconexão

Porque muitos países têm adotado leis que garantem o direito a desconexão.

Já ouviu falar do direito a desconexão?

O direito que garante as pessoas de se desconectar do trabalho e principalmente, de não se envolverem em comunicações eletrônicas relacionadas ao trabalho, fora do expediente começa a fazer sentido.

Antigamente um trabalhador após a jornada de trabalho se desligava da empresa e ia cuidar da sua vida domestica. Hoje com as facilidades da internet forçamos as pessoas a trabalharem fora do horário previsto.

Essa ideia que sempre estamos online esta adoecendo trabalhadores, prejudicando relacionamentos e ainda nos forçando a entender que nunca precisamos descansar.

Em termos gerais, o direito de desconectar lida com as restrições físicas do trabalho tradicional versus os locais de trabalho digitais de hoje. Assim, a legislação que faz sentido para um operário fabril que vai para casa passar a noite é aplicada ao trabalhador que faz home office.

Esse adoecimento da sociedade tem feito países regular leis e condutas ao chamado direito de desconexão a fim de barrar os excessos da cultura sempre ativa em torno de smartphones e acesso constante a e-mails, whatsapp e mensagens de trabalho.

França, Reino Unido, Austrália e Canada já fazem uso de legislações que regulamentam o trabalho remoto estabelecendo limites mais rígidos sobre quando as obrigações de um trabalhador remoto começam e terminam.

A Irlanda introduziu um código de conduta sobre o direito de desconectar para todos os trabalhadores, onde as reclamações podem ser apresentadas a um conselho de disputas no local de trabalho.

Segundo Frances O’Grady Ex-Secretária-Geral do Congresso Sindical do Reino Unido “Todos nós precisamos de um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional com algum tempo de inatividade adequado. Mas a tecnologia de hoje pode facilmente confundir a linha entre trabalho e casa, sem diminuir o estresse do trabalho. “

Mas o direito de desconectar, exige que grandes organizações reformulem políticas sobre comunicação digital fora do horário de trabalho e definam qual é o limite desse novo jeito de trabalhar.

Essa indefinição de limites revela complexidades importantes que afetam a aplicabilidade do direito de desconectar a legislação. E mais, e empresas revejam que impactos econômicos podem suportar.

Na ausência de constrangimentos físicos reais, renegociar o ritmo de trabalho e a sua duração é agora um exercício cultural de todos.

E se não temos leis que regulamentem esses limites sobre a jornada de trabalho o que podemos fazer?

Individualmente, alguns funcionários tentam regular os limites entre trabalho e vida pessoal usando dispositivos separados para seus trabalhos.

Trabalhadores individuais podem administrar seus próprios horários de trabalho para evitar que o excesso tenha efeitos negativos na vida domestica, alguns aplicativos podem ajudar nessa atividade.

Mas é preciso ficar atento ao que é tempo de trabalho com estar trabalhando online e acessar a internet para compras, usar mídias sociais, ou jogar.

Apesar da eficácia duvidosa das leis de direito de desconexão, elas levantam questões importantes sobre a organização do trabalho moderno ao lado de nossas expectativas coletivas sobre o tipo de trabalho que valorizamos como sociedade e o tempo que deveria consumir.

As leis e as discussões resultantes sobre elas podem contribuir para uma mudança cultural do vício em trabalho, pelo menos em relação ao trabalho remunerado.

Algumas organizações como a Volkswagen e a Daimler já introduziram restrições à comunicação digital há vários anos. O direito de desconectar pode encorajar mais empresas a tomar medidas semelhantes.

O direito de desconectar pode ser o catalisador para uma reflexão importante sobre uma mudança cultural que tire o estigma de um ritmo de trabalho menos frenético e permita que os funcionários tenham mais controle sobre seus limites entre vida publica e a privada.

Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e Netnografia no Belicosa.com.br

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria Adjunta de Saúde Bucal, realizará ao longo do mês de maio a campanha “Maio Vermelho”, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce do câncer de boca. A iniciativa contará com uma programação especial em unidades de saúde da capital e ações concentradas na Praça Alencastro, entre os dias 18 e 22 de maio. A campanha busca alertar a população sobre os riscos da doença, considerada um importante problema de saúde pública no Brasil. O câncer de boca atinge milhares de pessoas todos os anos, principalmente homens acima dos 40 anos, e possui relação direta com fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição solar sem proteção e falta de cuidados com a saúde bucal. O mês de maio foi escolhido para a mobilização por reunir duas importantes datas ligadas ao tema: o Dia de Combate ao Câncer Bucal e o Dia Mundial de Combate ao Fumo, celebrados em 31 de maio. Durante todo o mês, entre os dias 11 e 29 de maio, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Clínicas Odontológicas e Centros de Especialidades Odontológicas de Cuiabá promoverão palestras educativas direcionadas aos usuários que aguardam atendimento odontológico. As ações vão abordar os sinais de alerta da doença, formas de prevenção, importância do diagnóstico precoce e hábitos saudáveis para manutenção da saúde bucal. Já na Praça Alencastro, localizada na Avenida Getúlio Vargas, região central da capital, a população terá acesso a uma programação especial entre os dias 18 e 22 de maio, com três ações simultâneas. A primeira delas será o atendimento clínico para investigação de possíveis lesões suspeitas de câncer de boca. Caso seja identificada alguma alteração, o paciente será encaminhado imediatamente para início do processo de diagnóstico e tratamento especializado. Outra ação será a atualização de cadastro e fila de espera para tratamento odontológico nas Clínicas Odontológicas e Centros de Especialidades Odontológicas, destinada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, equipes da saúde bucal também realizarão orientações à população e divulgação da Carta de Serviços Odontológicos que compõem a Rede de Atenção à Saúde Bucal de Cuiabá, informando os atendimentos disponíveis na rede municipal. O diagnóstico precoce é um dos principais aliados no combate ao câncer de boca. Feridas na boca que não cicatrizam, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, dificuldade para mastigar e dores persistentes são alguns dos sinais que merecem atenção e avaliação profissional.

Foto de Roseli

Roseli

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