Vítimas disseram que seriam agredidas como punição após uma briga; grupo foi autuado por tortura, sequestro, cárcere privado e organização criminosa
Cinco pessoas foram presas na noite de sábado (19), em Pedra Preta, suspeitas de manter quatro mulheres em cárcere privado para aplicar o chamado “salve”, punição imposta por facções criminosas a pessoas acusadas de descumprir regras da organização. A ação foi realizada pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar.
A investigação começou após uma denúncia anônima informar que quatro mulheres, de 18, 19 e duas de 28 anos, estavam sendo mantidas contra a vontade em uma residência do município.
Diante das informações, equipes da Delegacia de Pedra Preta foram até o endereço indicado. Segundo a polícia, ao perceberem a chegada dos agentes, alguns suspeitos tentaram destruir aparelhos celulares e fugiram pulando muros de imóveis vizinhos para dificultar as investigações. Durante as diligências, outros envolvidos foram localizados e detidos.
As vítimas relataram que estavam no imóvel desde o período da tarde, sob vigilância de aproximadamente oito pessoas. Conforme os depoimentos, elas eram ameaçadas de sofrer agressões físicas como forma de punição por causa de uma briga ocorrida anteriormente em um estabelecimento comercial da cidade.
Ainda de acordo com as vítimas, os suspeitos afirmavam que elas seriam submetidas à violência física, o que provocou intenso temor.
As quatro mulheres foram resgatadas sem lesões graves aparentes.
Foram presos três homens, de 18, 23 e 25 anos, e duas mulheres, de 18 e 46 anos. O grupo foi encaminhado à Delegacia de Pedra Preta, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de tortura, sequestro, cárcere privado e por integrar organização criminosa ultraviolenta, conforme o Código Penal.
Após a formalização do flagrante, a Polícia Civil pediu a conversão das prisões em preventivas. O Poder Judiciário acolheu o pedido em relação a quatro dos investigados. Já uma das mulheres presas, por estar na condição de lactante, teve a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar.



