A Polícia Civil deflagrou, ontem a Operação Ultimato para desarticular um núcleo de facção criminosa investigado por organizar e manter o tráfico de drogas em Arenápolis, Nortelândia e outros municípios da região. Ao todo, são cumpridas 20 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, além de medidas para bloqueio de bens e valores dos investigados.
Segundo a investigação, parte das ordens relacionadas ao funcionamento do grupo era transmitida por integrantes que já estavam presos. Mesmo recolhidos no sistema prisional, eles continuariam exercendo influência sobre as atividades criminosas desenvolvidas na região.
As investigações começaram a partir de prisões em flagrante realizadas pela Delegacia de Polícia de Arenápolis e avançaram por mais de um ano. Nesse período, os policiais reuniram elementos que permitiram identificar uma estrutura com divisão de funções entre responsáveis pela gerência, fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes.
Entre os alvos da operação estão investigados apontados como responsáveis pela gerência local do tráfico, pelo fornecimento de drogas, pela distribuição dos entorpecentes e pela manutenção de pontos de venda. Conforme a investigação, alguns deles mantinham atuação contínua nos municípios abrangidos pelo trabalho policial.
As medidas patrimoniais determinadas pela Justiça também atingem bens e valores relacionados às atividades investigadas. O objetivo é impedir a movimentação ou eventual ocultação de patrimônio possivelmente proveniente das práticas criminosas. Os ativos permanecerão bloqueados à disposição do Poder Judiciário.
As ordens judiciais foram autorizadas após representação da Polícia Civil, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Arenápolis e manifestação favorável do Ministério Público.
A ação reúne 34 policiais civis, com equipes da Delegacia de Polícia de Arenápolis, Delegacia de Nortelândia e unidades vinculadas à Delegacia Regional de Nova Mutum. Também participam policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde e de Nova Mutum, além das delegacias de Nova Mutum, Diamantino e São José do Rio Claro.
Os materiais apreendidos e os presos serão encaminhados à Delegacia de Polícia de Arenápolis, onde serão adotadas as providências necessárias. Depois, os custodiados ficarão à disposição da Justiça para a realização das audiências de custódia.
Nome da operação
O nome da operação faz referência ao estágio final da investigação. Iniciado há cerca de um ano, o trabalho policial avançou em diferentes etapas até identificar os níveis de atuação do grupo. A Operação Ultimato busca atingir, de forma simultânea, a gerência local, os fornecedores, os pontos de venda e o patrimônio relacionado à organização criminosa.



