O Hospital Central de Alta Complexidade passou a oferecer procedimentos de hemodinâmica, ampliando a capacidade de atendimento cardiovascular pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso. A tecnologia também está sendo utilizada no tratamento de crianças com doenças cardíacas congênitas e deverá alcançar outras especialidades médicas da unidade.
A hemodinâmica é um procedimento que utiliza cateteres inseridos nos vasos sanguíneos para a realização de exames e intervenções terapêuticas com monitoramento por imagens em tempo real. A técnica possibilita tratamentos menos invasivos, reduzindo a necessidade de cirurgias abertas em diversos casos.
Segundo o hospital, a previsão é que, a partir de julho, sejam realizados cerca de 240 procedimentos mensais na área cardíaca, atendendo pacientes adultos e pediátricos.
No atendimento infantil, a tecnologia já foi empregada em três crianças com diagnóstico de persistência do canal arterial, uma malformação congênita que pode provocar complicações cardíacas ao longo da vida. Os procedimentos foram realizados nos dias 23 e 24 de maio.
De acordo com o coordenador de Medicina Diagnóstica da unidade, Matheus Horie, a hemodinâmica é utilizada em exames como arteriografias e angiografias, permitindo a análise dos vasos sanguíneos com uso de contraste. A partir do mesmo acesso, também podem ser realizados tratamentos endovasculares.
A estrutura do hospital conta com duas máquinas de hemodinâmica destinadas a diferentes áreas médicas. Além da cardiologia, a tecnologia deverá ser incorporada aos atendimentos de neurologia e cirurgia vascular.
Desde o início da operação do serviço, no final de abril, aproximadamente 60 procedimentos já foram realizados entre exames diagnósticos e tratamentos.
Um dos pacientes atendidos foi um homem de 59 anos, morador de Vila Rica, que chegou à unidade com suspeita de infarto após ser transferido por transporte aéreo para Cuiabá. Após a confirmação do diagnóstico, ele passou por cateterismo para desobstrução de uma artéria coronária e recebeu alta hospitalar após apresentar evolução clínica favorável.
O serviço é operado por uma equipe formada por 18 profissionais especializados, entre cardiologistas intervencionistas, radiologistas, neurorradiologistas, cirurgiões endovasculares e eletrofisiologistas.
A expectativa da Secretaria de Estado de Saúde é que o Hospital Central amplie gradualmente a oferta de especialidades e procedimentos previstos para a unidade, consolidando sua atuação na rede pública de saúde do Estado.



