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Mato Grosso vai implantar mais 100 escolas cívico-militares em 2026

Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a seleção das novas escolas segue critérios técnicos e sociais, com foco em regiões que enfrentam maiores desafios.

A rede estadual de ensino de Mato Grosso vai passar por uma das maiores mudanças estruturais dos últimos anos. A partir de 2026, o Estado implantará o modelo cívico-militar em mais 100 escolas públicas, ampliando para 205 o número de unidades que adotarão esse formato em todo o território mato-grossense.

O anúncio foi feito  pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, durante a abertura da Semana Pedagógica 2026, realizada no Complexo Leila Maluf, em Cuiabá. O evento reúne gestores e profissionais da educação para definir diretrizes e alinhar as ações antes do início do ano letivo, marcado para 2 de fevereiro.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a seleção das novas escolas segue critérios técnicos e sociais, com foco em regiões que enfrentam maiores desafios. Entre os principais indicadores analisados estão vulnerabilidade social, índices de evasão, desempenho escolar e questões relacionadas à segurança no entorno das unidades.

Alan Porto ressaltou que a implantação do modelo ocorre somente após consulta pública à comunidade escolar. Pais, responsáveis e estudantes participam da decisão por meio de votação. “Não se trata de uma imposição. A comunidade é ouvida e escolhe, de forma democrática e transparente, se deseja adotar o modelo cívico-militar”, afirmou.

Ainda conforme o secretário, novas consultas estão previstas para fevereiro, quando cerca de 40 escolas devem iniciar o processo de avaliação junto às comunidades. A meta da Seduc é que, das 628 escolas estaduais, as unidades cívico-militares passem a atender mais de 120 mil alunos do ensino fundamental e médio, abrangendo todas as regiões do Estado.

O fortalecimento da política educacional está entre as estratégias do governo para melhorar o ambiente escolar, elevar os índices de aprendizagem e reduzir a evasão.

Para o secretário, o modelo vai além do reforço à disciplina. “É uma proposta pedagógica que envolve gestão, acompanhamento do desempenho e apoio direto ao trabalho do professor. Não se resume a regras, mas a uma organização que favorece o processo de ensino e aprendizagem”, explicou.

Ele acrescentou que os resultados obtidos nas escolas que já adotaram o formato embasam a decisão de expandir. “Temos observado melhora no clima escolar, redução da evasão e avanços nos indicadores educacionais. São resultados concretos que justificam a ampliação do modelo em Mato Grosso”, concluiu.

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