Quinta-Feira, 04 de Marco de 2021

Quarentena durante pandemia pode aumentar risco de quedas em ambiente domiciliar

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Com a quarentena causada pelo novo Coronavírus, estamos sendo obrigados a ficar mais tempo em casa, seja trabalhando em home office, em férias ou cuidando das atividades domiciliares. Essa nova situação pode aumentar os casos de acidentes domésticos, dentre eles, as quedas.  Os acidentes domiciliares podem causar danos em qualquer pessoa, independentemente da faixa etária. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as quedas são a segunda causa de morte por lesão acidental ou não intencional em todo o mundo. Nos idosos, uma “simples” queda pode ser devastadora, em especial nos que possuem osteoporose e outras doenças prévias. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, regional Mato Grosso (SBOT-MT), Dr. Renam Bumlai, qualquer queda pode mudar profundamente a vida de alguém. “Não é de hoje que as quedas são um problema de saúde pública. Com certeza, devemos redobrar a atenção nessa época de isolamento domiciliar para evitá-las. A prática regular de exercícios, cuidados com o ambiente e acompanhamento médico regular são a melhor forma de prevenção”, destaca o ortopedista. Causas diversas como um piso escorregadio, tapetes, degraus, fraqueza muscular, tonturas, alterações da visão, uso de medicamentos controlados, entre tantos outros motivos, podem se transformar em desafios ao equilíbrio e causar as quedas, mesmo durante as atividades rotineiras. Segundo o presidente algumas orientações podem ajudar a prevenir o acometimento de quedas: “Costumamos dividir os cuidados em dois polos: prevenir quedas e tratar a osteoporose, para evitar que a queda resulte em fratura”.  Como prevenção, devemos ficar atentos ao ambiente e ao paciente. Cuidados com o ambiente, como por exemplo, colocar iluminação adequada na casa, evitar degraus, utilizar calçados fechados com solado antiderrapante, colocar barras de proteção nos banheiros, elevar o assento sanitário, cuidado com animais domésticos, entre outros, podem ser decisivos em evitar a queda. Nos cuidados com o paciente, é preciso ficar atento às alterações neurológicas, mantendo os exames oftalmológicos em dia, acompanhando as doenças clínicas, como diabetes, problemas cardíacos e de pressão arterial adequadamente. Nos idosos, um cuidado a mais deve ser tomado com relação à interação medicamentosa, que pode ser um fator determinante no desfecho. Acompanhamento clínico com geriatra, cardiologista, neurologista preventivos devem ser feitos regularmente. “Além disso, praticar atividade física regularmente, alimentação saudável incluindo verduras, legumes e frutas, exposição solar diária e investigação e tratamento de uma possível osteoporose são fundamentais”, explica o médico. É importante manter um ambiente adequado, seguro e confortável, que garanta a independência, a qualidade de vida e dignidade de seu morador. Outro aspecto de suma importância é o entendimento de que os danos psicológicos, como o medo de cair novamente, e os danos sociais, como o afastamento do trabalho ou lazer, estão tão vinculados à queda quanto os danos físicos, como as escoriações e fraturas, por exemplo. “Quando entendemos isso, conseguimos desenvolver habilidades e competências que podem reduzir a incidência de quedas e de danos, sejam eles leves, moderados, graves ou óbitos”, finaliza Dr. Renam.
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