Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2020

MINHA SÉRIE CRÔNICAS E POESIAS

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Titanic – viver um Grande Amor

Professor Cleir Edson

Olá, minha gente, fiéis leitores deste Blog da Roseli!

Que tal falarmos de amor? Do amor? Gostam da ideia? 

Então viajemos um pouco no tempo, mais precisamente para as 23h40min do dia 14 de abril de 1912… há cento e oito anos, três meses e alguns dias.

Naquela noite, o Totem da ousadia humana, orgulho da engenharia náutica, o colosso de 269 metros de comprimento e 46 mil toneladas, obra-prima de 7,5 milhões de dólares, O RMS TITANIC, tido e havido como inexpugnável pelos mais insuspeitos e respeitados especialistas, soçobrou em sua viagem inaugural. Ao colidir com um iceberg, nas últimas horas daquele 14 de abril, o navio afundou e levou consigo a vida de mais de 1.500 pessoas para as profundezas das águas gélidas do Atlântico norte.

Muito bem, diletos leitores, daquela tragédia nascia o épico e belíssimo amor entre Jack e Rose, na extraordinária criação cinematográfica de James Cameron – Titanic – que à La Romeo e Julieta, de Shakespeare, tendo como cenário, desta feita, as luxuosas instalações de um colosso dos mares e as geladas águas do oceano Atlântico, levaram-nos, os felizes apreciadores desta arte fantástica – o cinema –, a sonhar com um amor jackliano e roseliano

Sim, e eu pergunto e já respondo: quem de nós – homens e mulheres sonhadores de viver um grande amor e românticos de plantão – ao assistir àquele inesquecível filme, não desejou para si ser Jack ou Rose? Quem? Quantos de nós?

Eu, principalmente, incorrigível romântico que sou, poeta e sonhador pertinaz, há anos espero e desejo viver um grande amor, almejei, no âmago do peito e da alma, viver um romance igual ao do felizardo Jack, protagonista do filme Titanic.

À parte o drama de toda aquela história, que envolve a perda de um (Caledon, o noivo traído, fútil, mau e tolo) e o ganho de outros (Jack e Rose, os heróis épicos de nossos sonhos), fascinou-me, sobretudo, o amor envolvente e meteórico que se apossou dos dois jovens, impetuosos e carentes do amor verdadeiro, particularmente Rose, que vivia presa a uma falida aristocracia e às ambições de sua fútil e interesseira mãe.

Naquele momento em que, deslumbrado, assistia – pela primeira vez – ao filme, reascendeu-me entre mil vontades, com forçatitânica, o desejo ardente de “viver” o sonho de Jack Dawson em plenitude: encontrar a minha Rose – o Grande Amor!

Em modesta e despretensiosa análise interpretativa do filme, para mim, Cameron, o diretor, metaforizou magnificamente aquele amor tão forte e fulminante ao comparar com o naufrágio relâmpago e inevitável do Titanic.

Na cabeça de James Cameron e na de seu roteirista, houve, sem dúvida, uma analogia simbólica entre um e outro: a queda velocíssima e irreversível do colosso de aço – símbolo da engenharia náutica – o fim trágico da máquina – e o arrebatador e alucinante amor entre Jack e Rose – vitória inquestionável do intangível – o nascimento do amor!

Aí está o eixo temático do filme.

Um – o objeto, a máquina, – vai inapelavelmente para o fundo do mar. O outro – o amor catártico do casal – é eternizado na beleza de uma joia rara – símbolo do amor que permanece intacto para sempre, pois ao ser atirada ao mar pela Rose anciã, traduz o segredo e os mistérios insondáveis que envolvem grandes e eternos amores, ao mesmo tempo que consolida a ideia central da direção do filme: o amor do jovem casal – que nasceu no navio e em seu naufrágio terminou com Jack indo para as profundezas do oceano… assim como o valiosíssimo colar jogado pela anciã, que vai para o mesmo lugar…

Já viajei por muitos titanics de amor: uns venturosos, deslizaram suave e mansamente por mares de felicidade, foram duradouros e atravessaram oceanos de calmaria; outros, soçobraram nas tempestades, bateram nos icebergs dos desentendimentos, daí por que as águas fundas e geladas dos desencontros açoitaram e terminaram muitos romances promissores… Apesar disso tudo, nem icebergs, muito menos as águas frias jamais destruíram a chama acesa de amor que existe em mim. Jamais!

Sabem por quê? Porque nunca tive medo de amar! Nunca temi o amor! Pois amar para mim é o oxigênio da existência humana. Amar é vencer titanics, atravessar incólume os icebergs, suportar estoicamente as águas geladas e derrotar os maus momentos.

Amar é derrotar o mal! Amar é se enamorar das luas cheias… e pela magnitude do Sol se apaixonar… amar é sorrir ao apreciar um campo de belíssimos girassóis… amar é se encantar ao ouvir inebriado de alegria o trinado mavioso de um sabiá… ou de um canário… amar é se emocionar ao assistir extasiado ao fenômeno da piracema… amar é olhar para o céu brilhando de estrelas e ali sentir quão pequenos somos diante de tanta grandeza… amar é sentir alegria profunda ao ver um bebê recém nascido dar o primeiro grito ao rebentar para a vida… amar é olhar com ternura e compaixão para nossos cachorros, gatos e outros animais… amar é estender a mão ao irmão caído e não só ajudá-lo a ficar em pé como também caminhar ao seu lado por um longo, longo tempo… pelo tempo que ele precisar… amar é se colocar no lugar do outro pela essência de sua empatia…Amar é querer, acima de tudo, fazer o outro feliz. Amar é tudo isso e muito mais.

Amar é ser teimoso. Amar é fazer tantas viagens quantas forem necessárias em outros Titanics. Amar é enfrentar sempre novos desafios. Amar é ser Jack. Amar é ser Rose. Amar é voar – colados, juntinhos, sorrindo e chorando, chorando e sorrindo, lado a lado, dois em dois – no bico da proa do Titanic da Vida!

Por tudo isso, gostaria de sugerir, humildemente, a vocês, meus especiais leitores, particularmente aos mais jovens, que não tenham pudor de amar, não tenham medo do amor. Encham o peito de ar, subam na proa de seu Titanic e digam com fé, com força e confiança na alma:

“Eu quero ser Jack”!

“Eu quero ser Rose”!

“Eu quero amar”!

“Eu quero ser amado”!

“Eu quero viver um grande amor”!

EuSouCleirChapeleiroMalucoUmSerdeLuzUmPoetaAprendiz

Em meu apê, às três horas da madrugada de uma noite serena e abençoada de minha vida, no ano de 2018, nesta São João Del Rei – a Cidade dos Sinos – nas Geraes das Minas.

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