Hipertensão arterial é a maior causa de mortes por doenças cardíacas no Brasil

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indica que 94% das pessoas que sofrem de hipertensão não têm controle adequado da doença

 

A hipertensão arterial mata cerca de 30 milhões de pessoas por ano no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. E na semana em que se celebra o Dia Nacional de Combate à doença, o diretor médico do Cedic Cedilab – que integra a Dasa, Roberto Cândia, faz um alerta: a evolução da doença no território brasileiro acontece porque a maioria da população não faz o tratamento da doença adequadamente, o que gera consequências graves.

A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. E é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. “A doença é responsável por pelo menos 40% das mortes por AVC, 60% dos infartos e, em combinação com o diabetes, 50% dos casos de insuficiência renal”, explica Cândia. Além disso, uma pesquisa do Ministério da Saúde indica que a hipertensão já atinge cerca de 25% da população brasileira na atualidade e 94% dessas pessoas não controlam adequadamente a doença com medicamentos. 

“Por se tratar de uma doença silenciosa, em alguns casos, o paciente só descobre quando dá entrada no hospital”, pontua o especialista. Por isso, o especialista ressalta que a avaliação correta e a interpretação da pressão arterial são essenciais para o diagnóstico. “É importante procurar um médico ao identificar qualquer alteração e o ideal é realizar exames complementares conforme a indicação do profissional. A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento, pode ser controlada e somente um médico poderá determinar o melhor método para cada paciente”, explica. Os sintomas mais comuns apresentados por pessoas hipertensas são dor de cabeça, falta de ar, visão borrada, sensação de desconforto nos ouvidos, tontura e dores no peito.

Após o diagnóstico e a indicação do tratamento, o paciente deve seguir à risca as indicações prescritas pelo médico. De acordo com o Ministério da Saúde, 90% dos casos de hipertensão são herdados dos pais, mas há vários hábitos de vida do indivíduo que influenciam nos níveis de pressão arterial.

A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo. E isso se intensifica no caso de obesos, um dos grupos mais propensos a desenvolver. “O excesso de peso, aliado ao sedentarismo e má alimentação, a ingesta de produtos altamente gordurosos e ricos em sal, são fatores de alto risco para o hipertenso”, explica Cândia. Dados do Ministério da Saúde indicam que 53% da população brasileira estão acima do peso e cerca de 46% praticam atividade física de forma insuficiente. 

O avanço da idade também merece atenção dos pacientes. Roberto Cândia esclarece que na terceira idade a pressão alta pode ser desencadeada por outras doenças, como insuficiência renal, diabetes e aterosclerose (placas de gordura nas artérias). “Pacientes idosos apresentam um aumento da rigidez das artérias, o que eleva a pressão dentro dos vasos sanguíneos”, explica. 

 

Como se prevenir?

ü  Aferir a pressão arterial anualmente em todas as pessoas acima de 18 anos;

ü  Praticar atividades físicas regulares, como caminhada de 30 minutos ao dia, pelo menos cinco vezes durante a semana;

ü  Evitar consumo de álcool e cigarro em excesso;

ü  O consumo de sódio deve ser moderado, no máximo 2,3g por dia. O ideal é que os alimentos como carne, por exemplo, sejam temperados um dia antes e, de preferência, com temperos naturais como limão, alho e ervas finas. Evite temperos prontos, como molho shoyu, caldo de galinha, sopas industrializadas, tempero para macarrão instantâneo. Um tablete de caldo de carne ao dia ultrapassa a recomendação máxima diária de sódio;

ü  Opte pelo que é mais saudável, procure por alimentos frescos, que podem ser encontrados em supermercados e feiras da sua região. Produtos em conserva como milho, ervilha, pepino, por exemplo, são mais práticos e de fácil manuseio, mas são altamente ricos em sódio e não possuem o mesmo sabor do original, pois contém conservantes e corantes alimentícios que alteram o paladar.

Sobre o Cedic Cedilab

O Laboratório Cedic Cedilab – que integra a Dasa, é referência em Mato Grosso na realização de exames de análises clínicas, diagnóstico por imagem, patologia clínica e medicina genética – por meio da GeneOne, laboratório de genômica da Dasa. O centro diagnóstico nasceu da junção da Cedic Medicina Diagnóstica, fundada em 1995, com o Cedilab Medicina Laboratorial, em 2000. São mais de 3 mil tipos de exames oferecidos, em seis unidades de atendimento, em Cuiabá e Várzea Grande. O Cedic Cedilab investe constantemente em tecnologia e equipamentos de ponta e possui corpo clínico renomado para proporcionar atendimento de qualidade. E, para garantir acesso à saúde de qualidade, o Cedic Cedilab atende ampla rede de convênios, além de oferecer tabela popular para pessoal que não têm plano de saúde e condições facilitadas de pagamento. 

Outras informações estão disponíveis no www.cediccedilab.com.br.

 

 

 

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