Autor do requerimento que resultou na instalação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que a comissão não tem como objetivo criminalizar servidores ou gestores públicos. Segundo ele, a investigação vai apurar contratos, procedimentos administrativos e compras sem licitação que ultrapassam R$ 300 milhões na Secretaria Estadual de Saúde.
De acordo com o parlamentar, a CPI garantirá espaço para o contraditório e para a apresentação de documentos que comprovem a correta aplicação dos recursos públicos. “Vamos dar todo o espaço para que tragam documentos de que não houve roubo, de que o dinheiro foi muito bem aplicado, de que não teve esquema com empresas e que não houve prejuízo ao erário. Não queremos aqui fulanizar, criminalizar ninguém”, afirmou.
Wilson Santos destacou que a criação da CPI é resultado de um processo iniciado em 2023, que levou mais de dois anos até alcançar o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento da Casa. Ele também relatou que tratou do tema com o governador Mauro Mendes (União), apresentando um inquérito policial com mais de cinco mil páginas e depoimentos de réus confessos por recebimento de propina.



