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Último dia de 2025 é marcado por onda de violência contra mulheres em Mato Grosso

Enquanto o calendário se despedia de 2025, a violência doméstica marcou de forma brutal o último dia do ano em Mato Grosso. Em diferentes cidades do estado, mulheres foram vítimas de agressões físicas, ameaças de morte, abandono em locais isolados e intimidação psicológica. Os casos, registrados pela Polícia Militar nesta quarta-feira (31), expõem uma sequência alarmante de episódios que envolveram crianças, gestantes e situações de risco extremo.

Na capital, Cuiabá, uma jovem de 24 anos denunciou ter sido agredida pelo namorado após uma discussão em frente a um supermercado no bairro Pedra 90, durante a madrugada. Conforme o boletim de ocorrência, o homem tentou obrigá-la a se sentar com outras pessoas e, diante da recusa, passou a agredi-la fisicamente e a danificar seu celular. Em seguida, colocou a vítima e os dois filhos dela — ambos com menos de 7 anos — dentro do carro e os abandonou em uma região isolada. A mulher relatou que mora em Várzea Grande e acredita ter sido deixada em uma área de chácaras entre o Cinturão Verde e o Aricá, sem conseguir precisar o local. Ela mantém relacionamento com o suspeito, de aproximadamente 55 anos. Mãe e filhos foram encaminhados à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.

No município de Lucas do Rio Verde, a Polícia Militar foi acionada após uma mulher relatar que o marido, embriagado, estava agressivo e a ameaçando com uma faca dentro da residência. No local, os policiais encontraram a vítima e a filha — que está grávida — do lado de fora do imóvel. Segundo o relato, o suspeito chegou alterado, proferiu ameaças de morte contra ambas e quebrou objetos dentro da casa. O homem, de 59 anos, foi detido e levado à Delegacia de Polícia Civil. Ele apresentava um olho avermelhado e afirmou ter sido agredido pela esposa.

Em Juína, uma mulher de 23 anos procurou ajuda após ser agredida pelo companheiro ao retornar de uma ida ao supermercado. De acordo com o registro, o homem se recusou a cuidar dos três filhos do casal e, quando a vítima voltou para casa, passou a atacá-la com tapas e empurrões. A mulher foi orientada sobre a possibilidade de acolhimento em uma casa de apoio, mas optou por permanecer com a sobrinha. O suspeito teria se deslocado para a fazenda onde trabalha, com retorno previsto apenas para o fim de semana.

Já em Alta Floresta, uma mulher de 33 anos denunciou ameaças feitas pelo companheiro no bairro Boa Esperança. Segundo o boletim, ela tentava encerrar o relacionamento havia alguns dias quando o homem arrumou suas roupas em uma mala, jogou gasolina sobre o sofá da casa e ameaçou incendiar o imóvel. O suspeito fugiu antes da chegada da polícia e não foi localizado, apesar das buscas realizadas na região. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação.

Todas as ocorrências foram registradas e seguem sob apuração das autoridades competentes. A Polícia reforça que situações de violência doméstica podem ser denunciadas pelo telefone 190, em casos de emergência, e pelo Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher.

Olhar Direto

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Roseli

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