De acordo com o prefeito, a inauguração do Hospital Central, marca apenas o início de um processo mais complexo, que envolve estruturação interna, ajustes operacionais e a migração gradual dos serviços.
De acordo com o prefeito, a inauguração do Hospital Central, realizada no último dia 19, marca apenas o início de um processo mais complexo, que envolve estruturação interna, ajustes operacionais e a migração gradual dos serviços. Somente após essa fase de transição será possível discutir com maior clareza o futuro do prédio histórico da Santa Casa.
“O hospital foi inaugurado, mas isso não significa que ele esteja operando plenamente. Agora começa todo o processo de colocar a unidade para funcionar de verdade. Até que isso aconteça e seja possível transferir a Santa Casa, acredito que leve mais quatro ou cinco meses”, afirmou Abilio.
O prefeito ressaltou que qualquer definição sobre o destino da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá ficará condicionada à conclusão dessa etapa. Atualmente, o imóvel segue sob requisição administrativa do Governo do Estado, o que limita decisões imediatas sobre seu uso ou alienação.
A declaração ocorre em meio ao novo fracasso do leilão do prédio, que mais uma vez não atraiu interessados, mesmo após a redução do valor mínimo para 50% da avaliação inicial, estimada em R$ 39 milhões. O imóvel, localizado na Praça do Seminário, no bairro Bandeirantes, possui cerca de 20 mil metros quadrados de área construída e está requisitado pelo Estado desde 2019, quando a Santa Casa encerrou suas atividades por grave crise financeira.
O Governo de Mato Grosso informou que pretende manter a requisição administrativa pelo menos até abril, período em que o Hospital Central deve atingir capacidade plena de atendimento. Segundo o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, aproximadamente 80% dos serviços atualmente realizados na Santa Casa serão absorvidos gradualmente pelo novo hospital, com foco especial nos atendimentos de média e alta complexidade.
Gilberto também revelou que ao menos três instituições já demonstraram interesse na aquisição do imóvel e que o Estado estuda a possibilidade de firmar parcerias com um eventual comprador para garantir a continuidade de serviços considerados estratégicos. Ele reforçou, no entanto, que o governo descarta a compra do prédio, alegando que a estrutura antiga exige altos custos de adequação e manutenção, incompatíveis com os padrões atuais da saúde pública.



