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Sérgio Ricardo critica Energisa por falta de indústria em MT “A Energisa não obedece o que está no contrato de 30 anos de concessão”

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, fez duras críticas à Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica no estado. Em declarações recentes, ele destacou que a qualidade dos serviços prestados está aquém das obrigações estipuladas no contrato de concessão com o Governo do Estado, que está prestes a completar 30 anos.

Problemas de Qualidade e Indústria

Sérgio Ricardo enfatizou que a energia fornecida pela Energisa possui “péssima qualidade”, e que a empresa não cumpre com os termos acordados em 1997. “A Energisa não obedece o que está no contrato de 30 anos de concessão”, afirmou o conselheiro, ressaltando o impacto negativo desses serviços na indústria local e a desindustrialização de Mato Grosso.

Ele argumentou que a falta de energia trifásica em muitos municípios torna impossível a instalação de novas indústrias, o que, por sua vez, compromete o desenvolvimento econômico do estado. “Apenas poucos municípios têm acesso a energia trifásica, imprescindível para a instalação industrial”, acrescentou.

Desindustrialização e Avanço da Pobreza

O presidente do TCE-MT também correlacionou a desindustrialização com o aumento da pobreza em Mato Grosso. Segundo ele, a concentração de riqueza em um estado rico, mas em declínio econômico, cria um cenário alarmante. “Mato Grosso é um estado rico cada vez mais pobre. A pobreza está se transformando em miséria”, afirmou, indicando que essa situação ultrapassa os limites da capital, onde, por exemplo, existem 80 favelas em Cuiabá e Várzea Grande.

O Futuro da Concessão de Energia

À medida que a concessão da Energisa se aproxima do fim em 2027, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem até abril de 2026 para decidir sobre a renovação do contrato. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso também deverá se manifestar sobre o futuro da concessão. A discussão sobre a qualidade dos serviços e a possibilidade de renovação levanta a necessidade de um debate mais amplo sobre a industrialização do estado e oportunidades de desenvolvimento econômico.

A crítica de Sérgio Ricardo ao serviço da Energisa destaca a urgência de uma mudança no setor energético de Mato Grosso. Para garantir um futuro mais próspero, é fundamental que se proporcione um ambiente favorável ao crescimento industrial, que é vital para a geração de empregos e redução da pobreza no estado. A hora de agir é agora.

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