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SAÚDE Ginecologista alerta para sintomas e consequências da endometriose

Doença atinge 6 milhões de brasileiras em idade reprodutiva e é uma das causas mais comuns de infertilidade

A endometriose, doença feminina que atinge cerca de 6 milhões de brasileiras. A maioria das instituições públicas e privadas, como o Hospital e Maternidade Femina, em Cuiabá, realizaram ações de conscientização à população, especialmente as mulheres, sobre os riscos, sintomas e formas de tratamento.

Conforme a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% de mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolver a doença em algum momento da vida e há 30% de chance de que fiquem estéreis.

O ginecologista Laerte Basso Junior, que atende na clínica Eladium (Instituto de Endometriose) e realiza cirurgias na Femina, explica que a endometriose é uma das causas mais frequentes de infertilidade. Segundo ele, cerca de 50% das mulheres com endometriose têm dificuldade em engravidar.

“Isso não quer dizer que a gravidez não seja possível, quem tem endometriose pode engravidar naturalmente. Porém, tudo depende da extensão da doença e dos órgãos e localizações envolvidas”, revela o médico.

Caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, a endometriose atinge outros órgãos da pelve, as trompas, ovários, intestino e bexiga. Na mulher, todos os meses, o endométrio fica mais espesso, para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, no final do ciclo ele descama e é expelido na menstruação.

Apesar de não se saber exatamente a causa da doença, o ginecologista reitera que a porcentagem de mulheres com endometriose é maior na população infértil (25% a 50%) e nas mulheres que têm dor pélvica crônica (75% a 80%).

“Aproximadamente 6% a 10% das mulheres têm endometriose. A idade média de diagnóstico é de 27 anos, mas a endometriose também pode se desenvolver em adolescentes”, destaca o especialista.

Entre os sintomas mais comuns da doença são dores muitas vezes incapacitantes, como cólicas fortes e progressivas, dores durante a relação sexual, desconforto ao evacuar e urinar e até mesmo dores na região lombar e nas coxas.

Tratamento

Apesar de crônica, existem diferentes formas de tratamento da endometriose. As opções incluem medicamentos para controlar a dor e minimizar a progressão da doença, cirurgia para retirar as áreas afetadas, alimentação com inclusão de verduras e legumes e diminuição de determinados alimentos, como o consumo de álcool e cafeína, além de mudança no estilo de vida.

“O tratamento da endometriose engloba o tratamento físico e psicológico, bem como de toda a patologia que aparece simultaneamente. Sendo uma doença crônica, o tratamento físico consiste, sobretudo, em controlar a dor. Mudanças no estilo de vida, como alimentação de qualidade e a prática de exercício físico regular, também reduzem os sintomas da endometriose”, conclui o ginecologista.

Sobre a Femina

O Hospital e Maternidade Femina atua há 43 anos em Cuiabá, nas áreas de Pediatria, Obstetrícia, Clínica-Geral e pronto atendimento com plantão 24 horas. Também conta com estrutura laboratorial de análises clínicas, no caso de exames solicitados durante os pronto-atendimentos. Ainda fazem parte de sua estrutura UTI adulta, UTI Neonatal e UTI pediátrica.

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