O projeto São Gonçalo Sustentável promove a capacitação presencial destinada aos representantes dos quintais, da cultura popular cuiabana e de entidades culturais da comunidade. Ao todo, foram quatro encontros com a abordagem dos temas: Vivências, Sustentabilidade de Territórios Criativos, Formalização de Grupos Tradicionais e o Terceiro Setor, além de Elaboração de Projetos Culturais, Execução e Prestação de Contas.
O projeto para a capacitação contou com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer-SECEL, através do Edital Pontos de Cultura.
O gestor cultural e diretor artístico da Associação Cultural Flor Ribeirinha, Avinner Brandão é o idealizador da proposta e coordenou toda a capacitação realizada no quintal, na comunidade de São Gonçalo Beira Rio. A capacitação ofereceu 30 vagas nos dias 19, 20 e 21 de abril, das 19h às 22h, e no dia 22 de abril das 14h às 18h.
O projeto tem como finalidade apresentar as ferramentas de atuação para o fortalecimento das entidades e a busca dos mecanismos de sustentabilidade. Os pontos discutidos foram a ocupação criativa dos espaços, formalização jurídica, economia criativa da cultura, captação de recursos, elaboração de projetos, troca de experiências, visibilidade e mobilização de público.
A produtora cultural Silvia Machado, trabalhou com o tema Vivências. Ela fez um levantamento sobre os anseios dos participantes da capacitação e apontou os projetos que podem ser ideais com a possiblidade de captação de recursos financeiros. Silvia explicou sobre o que tem disponível para os projetos, abordou a legislação, quais os meios de captação de recursos, as emendas parlamentares e apoio dos órgãos federal e estadual para os projetos. “Mostramos como elaborar um projeto, atendendo todos ao itens até a prestação de contas, onde terá de fazer a comprovação da execução e os gastos no projeto”, disse, destacando como agregar os valores dos produtos.
Adriano de Souza, consultor para a capacitação e a Associação Cultural, ressaltou que é necessário que todos se entendem como comunidade, que é preciso que cada um contribua como sonho coletivo. Ele frisou que São Gonçalo Beira Rio, tem espaço cultural, gastronômico, ambiental, além da cerâmica, dança e música regional. “Aqui temos vários atores que tem que se reconhecer dentro de um sonho coletivo. Auxiliamos nesta organização, na busca para que todos se sintam inseridos. A partir do momento que se unirem, tudo muda” disse ele, que trabalhou com o grupo as experiência coletivas.
Durante a capacitação, foram apresentados alguns cases de sucesso de comunidade que deram certo, que se organizaram e tem renda atualmente. Na avaliação do instrutor todos ganham, mas há necessidade de ter qualidade nos serviços prestados nas diferentes áreas, e principalmente que os participantes saibam da importância em agirem como comunidade.
A empreendedora e gestora cultural, Cíntia Matos, que abordou entre os temas, o terceiro setor, destacou pontos essenciais para a criação de uma organização na comunidade. Ela mostrou quais os passos a seguir para a sua constituição, os custos operacionais, tanto para a criação, quanto para a manutenção. “São Gonçalo Beira Rio, é uma referência cultural, mas tem muitos grupos que não são constituídos legalmente, o que impede de buscar recursos. Se organizando vão conseguir recursos financeiros e potencializar o local” assegurou.
Jonny Herbert Brandão e Natália Ramires, realizaram o trabalho de assistente de produção para a realização da capacitação. Eles também deram contribuições importantes para os participantes do projeto São Gonçalo Sustentável. Domingas Leonor da Silva, realizou o trabalho de produtora cultural e consultoria para a Associação.
A motivação para a realização do projeto partiu de uma demanda crescente pela busca por mecanismos sustentáveis que garantam a continuidade das práticas da cultura popular bem como os seus meios de realização.






