O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que aproximadamente 400 empresas instaladas no Distrito Industrial da capital mantêm apenas sede fiscal no local, sem exercer atividade produtiva efetiva. A declaração foi feita durante debate sobre a política tributária do município e reacendeu a discussão sobre o uso correto de incentivos fiscais.
Segundo Abilio, a situação revela uma distorção histórica no modelo de concessão de benefícios, que acaba favorecendo empresas que não geram empregos, não produzem e pouco contribuem para o desenvolvimento econômico da cidade. Para o prefeito, é necessário corrigir essas falhas para garantir justiça tributária e concorrência leal.
“O incentivo tem que ser para quem trabalha, investe e gera emprego. Não faz sentido manter benefícios para empresas que usam o Distrito Industrial apenas como endereço fiscal”, afirmou o gestor.
Abilio destacou que a revisão do cenário não tem como objetivo penalizar o setor produtivo, mas sim valorizar quem realmente mantém operações ativas em Cuiabá. Segundo ele, empresas que cumprem suas obrigações e movimentam a economia local não serão prejudicadas pelas mudanças em discussão.
O prefeito também reforçou que a administração municipal tem adotado uma postura de diálogo com entidades empresariais, buscando transparência e clareza nas decisões. Ele ressaltou que ajustes na política fiscal são necessários para equilibrar as contas públicas e ampliar a capacidade de investimento da Prefeitura em áreas essenciais.
A gestão avalia que a correção dessas distorções permitirá ao município direcionar incentivos de forma mais eficiente, estimulando novos investimentos, geração de empregos e crescimento sustentável, sem aumentar a carga tributária de forma indiscriminada.
Para Abilio, o debate representa um passo importante para colocar ordem no sistema e romper com práticas antigas que beneficiavam poucos em detrimento da maioria. “Quem produz de verdade precisa ser valorizado. Cuiabá não pode continuar sustentando privilégios sem retorno para a população”, concluiu.



