A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Tartufo, visando prender integrantes de uma facção criminosa envolvida no comércio ilegal de armas e na entrada clandestina de celulares em presídios do estado. A ação cumpriu oito mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande.
Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, o grupo mantinha uma estrutura organizada, com divisão de funções para atuar dentro e fora do sistema prisional. O principal alvo comandava a compra e venda de armas, como pistolas e espingardas, e coordenava a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).
As investigações identificaram que os criminosos usavam um drone não registrado na Anac, equipado com garra mecânica, para transportar celulares e outros itens ilegais. Foram contabilizados ao menos 67 voos sobre a PCE e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, todos sincronizados com apreensões. Outros investigados cuidavam do transporte, ocultação dos aparelhos e liderança mesmo estando presos.
A operação contou com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). Os suspeitos responderão por comércio ilegal de armas, introdução de telefone em unidade prisional e organização criminosa. O nome “Tartufo”, que significa “aquilo que está escondido sob a terra”, faz referência à forma oculta e silenciosa como o grupo operava, usando veículos adaptados, linguagem codificada e drones noturnos.


