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NA PRIMEIRA SEMANA – Pardal recebe 30 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais

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A disputa eleitoral em Mato Grosso já começou a gerar denúncias encaminhadas à Justiça Eleitoral. Em apenas uma semana de funcionamento do Pardal, eleitores fizeram 30 registros sobre possíveis irregularidades cometidas durante a campanha. As ocorrências foram apresentadas em 14 cidades do estado.

O maior número de reclamações está relacionado à disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa. Candidatos a deputado estadual aparecem em 20 dos registros, enquanto três denúncias citam concorrentes à Câmara dos Deputados.

Também foram feitas reclamações contra partidos e candidatos aos principais cargos da eleição. Há um registro envolvendo candidato ao Senado, outro relacionado ao Governo do Estado e uma ocorrência referente à disputa pela Presidência da República.

Cuiabá foi o município que mais recebeu denúncias até agora, com nove ocorrências. Sinop aparece na sequência, com seis. Tangará da Serra registrou três casos e Sorriso teve dois.

As demais ocorrências foram distribuídas entre Alto Araguaia, Cláudia, Cáceres, Diamantino, Guarantã do Norte, Nobres, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sapezal e Várzea Grande, com um registro em cada cidade.

Entre os motivos apresentados pelos denunciantes, dois tipos de possível irregularidade aparecem com a mesma quantidade de registros: propaganda eleitoral na internet e suposto uso irregular de bens públicos, com quatro casos cada.

Os outdoors eletrônicos aparecem logo depois, com três denúncias. Também há registros relacionados à utilização de vias públicas, envio de mensagens, distribuição de material de campanha e uso de carro de som, com duas ocorrências em cada categoria.

Rádio e televisão, comício e adesivos aparecem uma vez cada. Em duas denúncias, o responsável pelo registro não informou qual seria o tipo de irregularidade.

Nem todos os casos estão na mesma etapa de análise. Do total registrado, metade das ocorrências continua em andamento e sendo examinada pelas autoridades.

Nove denúncias foram retiradas do fluxo de apuração, seja por arquivamento ou por terem sido consideradas improcedentes. Outras três avançaram para a etapa judicial e foram encaminhadas ao Processo Judicial Eletrônico, onde passam a ser analisadas pelo juiz competente.

Isso significa que o simples registro no Pardal não representa confirmação de que houve crime ou irregularidade eleitoral. Cada caso precisa passar pela análise dos órgãos responsáveis antes de qualquer conclusão.

O Pardal funciona como um canal direto entre o eleitor e a Justiça Eleitoral para comunicar possíveis problemas relacionados à campanha e à propaganda.

A denúncia pode ser feita pelo aplicativo, disponível para smartphones e tablets. O cidadão precisa se identificar por meio do e-Título ou da conta Gov.br.

Além de descrever o que aconteceu, o eleitor pode apresentar elementos que ajudem na análise, como fotos, vídeos, áudios e links.

Depois do envio, a ocorrência recebe um protocolo e é encaminhada para avaliação da Ouvidoria Eleitoral. Dependendo do conteúdo, o caso pode ser direcionado à zona eleitoral responsável, ao Ministério Público Eleitoral ou seguir para um processo no PJe.

Com a campanha ainda no início, os registros feitos pelo Pardal já permitem identificar quais tipos de conduta estão sendo mais questionados pelos eleitores em Mato Grosso.

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