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Médico preso por duplo homicídio em SP mantém contratos milionários com a saúde de MT

O médico Carlos Alberto Azevedo Filho, preso após assassinar dois médicos em Barueri (SP) em meio a disputas por licitações na área da saúde, mantém contratos que ultrapassam R$ 15 milhões com o governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Ele é CEO da Cirmed Serviços Médicos Ltda, que recentemente firmou um contrato de R$ 5,420 milhões para prestação de serviços em Nefrologia, conforme documento publicado em 7 de janeiro.

A empresa também possui contrato de R$ 4,259 milhões com o Hospital Regional de Rondonópolis para serviços de medicina intensiva adulto, com validade até outubro deste ano. Além disso, a Cirmed mantém vínculos com o Hospital Regional de Sorriso, Hospital Adauto Botelho, Hospital Estadual Santa Casa, Hospital Regional de Alta Floresta, Hospital Regional de Colíder e Hospital Regional de Sinop. Não há confirmação se as empresas dos médicos assassinados disputaram os mesmos pregões eletrônicos.

Segundo o delegado Andreas Schiffmann, responsável pelas investigações, Carlos Alberto e uma das vítimas, Luís Roberto Pellegrini Gomes, eram donos de empresas do setor de gestão hospitalar e mantinham desentendimentos antigos por contratos públicos. “Os familiares relataram que já havia essa rixa e ameaças de ambas as partes. E eles se encontraram naquele restaurante e os ânimos se excederam”, afirmou. A outra vítima, Vinicius dos Santos Oliveira, era funcionário de Luís Roberto.

Em nota, a Cirmed afirmou que o caso envolve “em âmbito pessoal, um de seus sócios” e que os fatos são “pessoais e isolados”, sem relação com as atividades institucionais da empresa. O crime ocorreu na sexta-feira (16), após uma briga iniciada dentro de um restaurante. Imagens mostram que, já do lado de fora do local, Carlos Alberto sacou uma arma e atirou contra os dois médicos.
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