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MÁFIA DA OLX – TJ mantém preso “chefe de postadores” para golpes milionários em Cuiabá

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva de Anderson Queiroz Pereira Lima, apontado como integrante de uma organização criminosa especializada em aplicar golpes pela internet, enganando vítimas em sites de compra e venda como OLX e Facebook Marketplace. O despacho foi publicado na terça-feira (17).

A defesa alegou que o acusado possui bons antecedentes, que a prisão seria desnecessária e que poderiam ser aplicadas medidas cautelares mais leves. No entanto, o magistrado entendeu que não houve qualquer mudança no cenário que justificasse a soltura.

“A defesa não apresentou qualquer fato novo apto a alterar o quadro cautelar existente”, traz decisão.

Na decisão, o juiz também destacou que condições pessoais favoráveis não são suficientes para garantir liberdade. “Ainda que o acusado preso preventivamente os apresente, estes não possuem o condão de, por si mesmos importar automaticamente na revogação da prisão”, apontou.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado (MPMT), Anderson fazia parte de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação em diversos estados do país. O grupo aplicava golpes por meio de anúncios falsos de veículos, usando fotos reais para atrair vítimas e convencê-las a transferir dinheiro.

O esquema funcionava com diferentes funções entre os integrantes, como quem criava os anúncios, quem conversava com as vítimas, quem fornecia contas bancárias e quem sacava os valores. A “base operacional” do grupo ficava em Cuiabá, no bairro CPA III.

As investigações apontam que Anderson tinha participação ativa no esquema. Conforme relatórios, ele mantinha contato com outros membros e chegou a afirmar que tinha “quatro postadores” trabalhando para ele, além de anúncios ativos aguardando vítimas. “Possuía quatro ‘postadores’ trabalhando pra si estava com um anúncio de um ‘Yaris no ar tem 2 semanas’ apenas esperando ‘pagador’”, traz trecho da denúncia.

Para o juiz, a gravidade do caso e o risco de novos crimes justificam a manutenção da prisão. Ele destacou que a atuação da organização criminosa é contínua e que a liberdade do acusado pode facilitar a repetição dos golpes. “Sua prisão é imprescindível para evitar a reiteração delitiva e a aplicação de golpes em novas vítimas”, destacou.

Além da fraude eletrônica, os investigados também respondem por integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro, com uso de contas de terceiros, os chamados “laranjas”, para ocultar a origem dos valores obtidos ilegalmente. Diante disso, o magistrado negou o pedido da defesa e manteve Anderson preso. “Com essas considerações, indefiro o pleito defensivo e mantenho a prisão preventiva de Anderson Intimem-se. Após, arquivese”, determinou.

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