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Juíza proíbe gravações e restringe acesso em julgamento dos acusados de matar filha de deputado de MT

Sessão que julga irmãos acusados pelo assassinato de Raquel Cattani terá público limitado, veto a celulares e forte esquema de segurança em Nova Mutum

A Justiça de Mato Grosso definiu regras rígidas de acesso e segurança para o Tribunal do Júri que irá julgar os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados pela morte de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). O julgamento está marcado para amanhã  22 de janeiro de 2026, na Comarca de Nova Mutum, sob presidência da juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski.

As medidas foram adotadas diante da ampla repercussão do caso e têm como objetivo garantir a ordem dos trabalhos, a segurança de todos os envolvidos, a imparcialidade dos jurados e o respeito à memória da vítima.

O plenário do Tribunal do Júri comporta apenas 60 pessoas. Deste total, 25 vagas foram reservadas a familiares e pessoas próximas da vítima e dos réus.

Outras 25 vagas foram destinadas ao público em geral.

Além da limitação de público, a juíza determinou a proibição total do uso de celulares, notebooks, gravadores ou qualquer outro equipamento eletrônico dentro do plenário. A exceção vale apenas para a magistrada, advogados, servidores da Justiça e profissionais que atuam diretamente no processo, em conformidade com a Resolução nº 645/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O acesso ao local será controlado pela Polícia Militar, com uso de detectores de metal, e a segurança contará ainda com apoio da Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Também ficam proibidas manifestações públicas de autoridades durante a sessão, para evitar qualquer tipo de interferência no julgamento.

O crime

Raquel Cattani era produtora rural e foi assassinada a facadas dentro de sua residência, em Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024. Segundo a denúncia do Ministério Público, Rodrigo Xavier Mengarde, ex-cunhado da vítima, é apontado como o autor direto do homicídio, enquanto Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, é acusado de ter planejado o crime.

O caso provocou forte comoção em Mato Grosso e ganhou destaque estadual pela brutalidade do assassinato e pelo fato de a vítima ser filha de um deputado estadual.

Fonte Folhamax

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