A Polícia Federal (PF) iniciou uma análise técnica sobre os encontros de caráter sexual envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, empresários e figuras públicas, em vez de uma abordagem moral. Essa informação foi divulgada pelo jornalista Guilherme Amado.
Conforme a investigação, os agentes deixaram claro que a mera participação em orgias não constitui crime e, por si só, não justifica a abertura de um inquérito. O foco da PF está em identificar eventuais conexões entre esses encontros e comportamentos ilícitos que estão sob apuração.
As orgias foram mencionadas em um relatório enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso. Nele, a PF sugere que essas reuniões podem fazer parte de um possível esquema de corrupção. A relevância criminal dos encontros só é considerada quando estão conectados a outros eventos investigados, como decisões administrativas duvidosas ou tráfico de influência.
Nos casos em que agentes públicos estiveram presentes em eventos organizados por Vorcaro, os investigadores estão verificando se houve utilização de recursos ou serviços para facilitar práticas ilícitas. A participação nesses encontros pode indicar uma relação próxima entre o banqueiro e autoridades.
Para a PF, esses eventos não são vistos isoladamente, mas como uma ferramenta para aumentar a influência. Essa análise será complementada por evidências de transferências financeiras, contratos e comunicações relacionadas ao inquérito. A abordagem da PF busca evitar críticas morais, focando em possíveis desvios de recursos.
O progresso na investigação dependerá da demonstração de vínculos claros entre os encontros e ações administrativas que possam ter favorecido interesses privados. A apuração está sob análise do Supremo Tribunal Federal, enquanto a PF coleta provas e considera a possibilidade de abrir novos inquéritos contra os agentes públicos mencionados.



