No Brasil, a hipertensão arterial, ou pressão alta, é a doença de maior prevalência na população e é a principal causa de morte. Embora os sintomas surjam em fases mais avançadas, ela pode acometer pessoas de todas as idades, o que torna o acompanhamento preventivo fundamental.Além disso, manter a pressão arterial controlada é um fator que reduz em até 42% o risco de derrame e em 15% o risco de infarto, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).Segundo a cardiologista, Nathalia Suzan Camarão Silva Martins, “a hipertensão é uma doença que envolve uma série de alterações no corpo humano, pois interfere no processo da doença aterosclerótica, que consiste no envelhecimento dos vasos, prejudicando o funcionamento de vários órgãos, como rins, vasos cerebrais e cervicais, bem como o enfraquecimento do próprio coração”.Estudo divulgado, em 2021, pelo Ministério da Saúde apontou que 32% da população adulta brasileira, ou o equivalente a 36 milhões de indivíduos, têm hipertensão, mas somente 50% sabem que são hipertensos e, deste total, apenas metade realiza tratamento.A detecção da doença pode ser feita facilmente, por meio da aferição da pressão arterial, em casa, no centro de saúde, e muitas vezes pode ser tratada de forma eficaz com medicamentos de baixo custo. “Temos a disposição inúmeros medicamentos eficientes para o controle da hipertensão. Mas é importante saber que estamos lidando com uma doença absolutamente assintomática, ou seja, que não apresenta ou constitui sintomas claros. Fato este que dificulta, e muito, seu diagnóstico e adesão aos cuidados essenciais”, ressalta a médica.A cardiologista afirma ainda que, apesar de 90% dos casos serem hereditários, outros fatores também influenciam no surgimento da doença, como obesidade, estresse, consumo exagerado de sal, altos níveis de colesterol e sedentarismo.“Para ter uma boa qualidade de vida com o diagnóstico de hipertensão arterial é preciso cultivar hábitos saudáveis, realizar acompanhamento médico e utilizar corretamente a medicação. O tratamento medicamentoso é fundamental para o controle da doença, principalmente por ela ser uma das causas de outras comorbidades”, esclarece a Dra. Nathália.Entre as principais formas de prevenção da doença estão: a prática de exercícios físicos, evitar o consumo de sal, alimentos gordurosos e a ingestão de álcool, além de evitar o hábito de fumar. A especialista destaca que outros fatores, como a quantidade e qualidade do sono, impactam na saúde do paciente.“Com relação à dieta, em termos gerais, seria o consumo regular de vegetais e legumes, preferir grãos integrais aos refinados, buscar o uso de alimentos frescos, evitando processados e ultraprocessados, e reduzir dentro do possível o consumo de sal”, acrescenta.A Unimed Cuiabá, por meio do Núcleo de Medicina Preventiva da Cooperativa – Viver Bem, disponibiliza a seus clientes o Programa Sob Controle que atua no autocuidado e controle da doença. Para saber mais sobre as atividades do Viver Bem basta entrar em contato pelo telefone: (65) 3612-8848 ou acessar o site da Cooperativa – www.unimedcuiaba.coop.br



