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Governo adia para abril fechamento da Santa Casa e descarta compra do prédio

O Governo de Mato Grosso adiou para abril o fechamento do Hospital Estadual Santa Casa. A previsão inicial era devolver o prédio até esta quarta-feira (31), mas o novo prazo foi definido para permitir que o Hospital Central, inaugurado no último dia 19, esteja em pleno funcionamento. A requisição administrativa do imóvel foi prorrogada por mais quatro meses.

Apesar da prorrogação, a gestão estadual descartou a aquisição do prédio, que segue sem compradores interessados e sem definição sobre sua destinação após a saída do Estado. Segundo o governo, a decisão considera o custo elevado de manutenção e a inviabilidade estrutural do imóvel para atender às exigências do Ministério da Saúde.

“É um alto custo para o cidadão e, no nosso entendimento, o cidadão está interessado em receber serviço de qualidade, não especificamente lá [Santa Casa]. Já comuniquei ao Tribunal Regional do Trabalho que nossa requisição administrativa vai até abril e já pagamos até dezembro. A partir de janeiro a gente paga até abril. É quando a quarta fase do Hospital Central entra em operação. Porém, se não tivermos solucionado todos os serviços necessários para continuar o atendimento de quem está sendo atendido na Santa Casa, o governo do Estado vai ter que prorrogar e tomar uma decisão no momento oportuno”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

O secretário afirmou que a estratégia do governo sempre foi transparente e destacou que o prédio histórico apresenta graves limitações. “É um prédio de 200 anos. Existe, logicamente, um sentimento enraizado naquele patrimônio, mas ele é muito deficitário no aspecto arquitetônico. Ele não atende os requisitos do Ministério da Saúde para habilitar serviço. Todo dia cai um pedaço de parede, do telhado. É um prédio construído com adobe, um custo alto de manutenção, onde o Estado desembolsa cerca de R$ 450 mil por mês apenas pela requisição administrativa do imóvel, além de aproximadamente R$ 500 mil mensais com manutenção. O custo operacional da Santa Casa gira em torno de R$ 20 milhões por mês, sem possibilidade de habilitação de serviços junto ao Ministério da Saúde, o que inviabiliza o recebimento de recursos federais”, afirmou Gilberto
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