Há 4 dias do segundo turno presidencial, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta terça-feira (20/10) a proposta de criar o “Vira Pix”, um programa que prevê a devolução de parte dos valores pagos pelos brasileiros em contas e despesas do dia a dia. A iniciativa, apresentada como uma promessa para um eventual governo do senador, incluiria gastos com energia elétrica, prestações e taxas.
O anúncio foi divulgado nas redes sociais por Daniella Marques, coordenadora dos assuntos econômicos da campanha. No vídeo publicitário, ela afirma que a proposta seria desenvolvida em parceria com a Caixa Econômica Federal e funcionaria como um plano de recompensa para a população. “Flávio vai criar junto com a Caixa [Econômica Federal] um plano de recompensa pra todo mundo no Brasil, e o Vira PIX. Conta de luz, prestação, taxa, tudo o que você pagar, uma parte volta pro seu bolso”, declarou.
Proposta prevê devolução para toda a população
O modelo anunciado tem semelhanças com o mecanismo de cashback previsto na Reforma Tributária sobre o consumo, aprovado pelo Congresso Nacional. Nesse sistema, a devolução de valores está direcionada à população de baixa renda. Já a proposta apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro foi descrita como uma iniciativa destinada a todos os brasileiros.
A ausência de informações sobre critérios de acesso, limites de pagamento e fontes de financiamento, porém, deixa em aberto como o “Vira Pix” seria implementado. Até o momento, o anúncio se restringe à promessa de devolver uma parte dos valores pagos, sem apresentar parâmetros para calcular o benefício individual ou o impacto financeiro da iniciativa.
Campanha também anuncia retomada do Perse
O “Vira Pix” foi a segunda promessa divulgada pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Mais cedo, o senador afirmou que pretende retomar, se eleito, o Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, no período da pandemia de Covid-19.
As propostas foram apresentadas em meio à disputa eleitoral e às tentativas da campanha de conter o desgaste provocado por declarações de Daniella Marques sobre possíveis cortes de despesas caso Flávio chegue à Presidência. O episódio deu aos adversários novos argumentos para questionar quais gastos poderiam ser reduzidos em um eventual governo.
A repercussão ocorre na semana do segundo turno, marcado para domingo (25/10), quando os eleitores escolherão entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



