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Fim da escala 6 por 1 pode gerar desemprego, diz presidente da Famato

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato GrossoVilmondes Tomain, afirmou que o possível fim da escala de trabalho 6 por 1 pode causar desemprego no país. A declaração foi feita na segunda-feira (16), durante evento com representantes do setor produtivo e parlamentares da bancada federal de Mato Grosso.

Segundo Tomain, empresas tendem a reduzir custos caso a mudança seja aprovada. “Todas as empresas vão se adaptar. Isso vai dar um desemprego que vocês não imaginam o tamanho. Empresa que não se sustenta vão colocar pessoas boas para fora da empresa e contratar com menor salário com a escala de horário que for aprovada”, disse.

A proposta está prevista na PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton, que prevê a substituição da jornada atual por um modelo de quatro dias de trabalho e três de descanso. Durante as discussões, surgiu ainda a alternativa da escala 5 por 2.

O dirigente também alertou para impactos no agronegócio, destacando que o setor possui dinâmicas próprias. “O mecanismo nosso no meio rural vai ter um custo elevadíssimo porque a carga horária do rural é diferente. Não tem como separar uma colheita, separar um plantio”, afirmou, ao criticar a adaptação do modelo à realidade do campo.

No mesmo evento, a senadora Margareth Buzetti avaliou que a proposta deve avançar no Congresso ainda neste ano, impulsionada pelo governo. Já Tomain defendeu que o país precisa ampliar a carga de trabalho: “O Brasil precisava trabalhar mais, não trabalhar menos”, concluiu.
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