Os dados vieram de duas grandes coortes prospectivas — o Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study — e excluíram participantes que já tinham câncer, doença de Parkinson ou demência no início. Ao longo do período, 11.033 pessoas desenvolveram demência. Entre os que consumiam pouco café com cafeína, foram registrados 330 casos por 100 mil pessoas ao ano. Entre os maiores consumidores, 141 casos por 100 mil.
O menor índice foi observado entre aqueles que ingeriam cerca de 2 a 3 xícaras por dia, o equivalente a aproximadamente 300 mg de cafeína. Quantidades superiores não mostraram benefício adicional claro, configurando uma relação em curva. “Muitas substâncias apresentam um ponto de saturação. Doses moderadas podem ter efeito anti-inflamatório ou metabólico favorável”, afirma o neurologista Alan Eckeli.



