O deputado federal Fábio Garcia anunciou oficialmente que vai deixar a pré-candidatura a vice-governador e voltar à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (11), ele afirmou que a decisão ocorre após uma solicitação dos presidentes dos partidos que integram a coligação, diante das restrições impostas por uma decisão do ministro Flávio Dino.
“Essa decisão impõe a todos nós, do nosso grupo político, uma restrição. Eu e o ex-governador Mauro Mendes, pela decisão do ministro, não podemos nos comunicar. Portanto, não podemos estar no mesmo local. Isso impõe a todos nós uma dificuldade de poder tocar a campanha”, disse Garcia.
Fábio Garcia está entre os alvos da Operação Heritage, que investiga um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões relacionado a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi. O deputado nega qualquer participação no caso e afirma que seu nome foi associado indevidamente à investigação por adversários políticos.
A operação também atingiu Mauro Mendes, candidato à uma vaga ao Senado, que liderou o grupo responsável pela indicação de Garcia para a vice. Por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), os investigados estão submetidos, entre outras cautelares, à proibição de contato entre si.
Com o recuo de Garcia da candidatura a vice de Pivetta, a composição da chapa governista volta a ser discutida e o deputado deixa, ao menos neste momento, a disputa majoritária. O movimento ocorre em meio à pressão política provocada pela operação e às divergências sobre os rumos da aliança para as eleições de 2026.



