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CRÍTICA E DESABAFO -Ex-vice escancara desgaste, rompe com gestão e afirma: “Página virada”

O rompimento político em Várzea Grande ganhou novos contornos após o ex-vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) declarar que sua saída da gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) trouxe, segundo ele, uma verdadeira “higiene mental”. A fala forte veio à tona após sua renúncia oficial no dia 31 de março, motivada por frustrações com acordos que, segundo ele, nunca foram cumpridos.

A declaração foi feita durante o Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional do LIDE Mato Grosso, onde Tião não poupou palavras ao deixar claro que virou a página e não pretende mais se envolver com os bastidores da prefeitura.

Em tom firme, ele afirmou que o ciclo na gestão municipal está encerrado e que agora direciona toda sua energia para novos desafios, especialmente à frente da Fecomércio-MT. “É uma página virada”, reforçou, ao destacar que vive um momento de alívio e foco total em seus projetos.

Nos bastidores, no entanto, o clima já era de desgaste. Tião revelou que vinha enfrentando um incômodo crescente com a condução da administração e, principalmente, com a dificuldade de cumprir promessas feitas à população.

Segundo ele, a insatisfação ultrapassou os limites. A sensação de não conseguir entregar o que havia sido acordado com os eleitores pesou na decisão de deixar o cargo, marcando um rompimento definitivo com a gestão.

Agora fora da prefeitura, Tião da Zaeli tenta reposicionar sua trajetória política e institucional, enquanto os reflexos de sua saída ainda repercutem no cenário político de Várzea Grande.

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Um verdadeiro “emaranhado invisível” que se espalha pelos postes de Mato Grosso começou a ser desmontado — e os números impressionam. Mais de 11 toneladas de cabos irregulares e abandonados já foram retiradas desde o início do ano durante a Operação Telefone Sem Fio, que intensificou ações em diversas cidades do estado. Na prática, o que parecia apenas poluição visual escondia riscos reais. Fios soltos, baixos ou instalados de forma clandestina vinham se acumulando sobre ruas e avenidas, aumentando o perigo de acidentes, choques elétricos e até incêndios. Só na região metropolitana de Cuiabá, cerca de 8 toneladas desse material foram removidas em pouco mais de três meses. A operação, realizada em parceria entre a Energisa e prefeituras, tem avançado com fiscalizações mais rígidas e resposta direta a denúncias da população. Em Cuiabá, equipes têm ido às ruas diariamente após receberem registros de moradores que flagraram verdadeiros “ninhos de fios” pendurados nos postes. Segundo a Secretaria de Ordem Pública, a quantidade de irregularidades é significativa e exige uma força-tarefa constante. Empresas que utilizam a estrutura sem autorização ou fora das normas técnicas estão na mira da fiscalização e podem ter seus cabos retirados sem aviso prévio. Leia Também: Várzea Grande amplia horário de atendimento em unidades de saúde devido aumento de viroses a partir desta quarta-feira (18) O problema vai além da desorganização urbana. Muitas dessas redes pertencem a empresas clandestinas, que operam sem contrato e sem qualquer controle técnico, colocando em risco quem circula pelas vias públicas. A ausência de manutenção adequada transforma os fios em uma ameaça silenciosa no dia a dia. A legislação permite o compartilhamento dos postes entre distribuidoras de energia e empresas de telecomunicações, mas impõe regras claras — que, na prática, nem sempre são respeitadas. Quando isso acontece, o resultado aparece nos postes sobrecarregados e nas ruas expostas ao perigo. A ofensiva continua. No próximo domingo (19), uma nova etapa da operação será realizada na Avenida dos Trabalhadores, em Cuiabá, reunindo diferentes órgãos em mais um mutirão para retirar cabos irregulares. A meta é clara: reduzir riscos e devolver segurança à população, enquanto o alerta segue — fios fora do padrão não são apenas feios, são perigosos.

Foto de Roseli

Roseli

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