14 de fevereiro de 2026

UNIVAG

Com preços da gasolina nas alturas, MP e polícia prometem “devassa” em postos de gasolina da grande Cuiabá

Após uma elevação de quase 30% no valor do combustível em Cuiabá nos últimos três anos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e as forças de segurança estaduais iniciaram uma operação para monitorar a política de preços dos postos na capital.

A mobilização surge após dados oficiais mostrarem que o preço pago pelos motoristas de Cuiabá subiu de maneira muito mais rápida do que o custo de distribuição. Entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, a gasolina comum registrou um aumento acumulado de 29,8%, passando de um preço médio de R$ 4,96 para R$ 6,44 por litro.

Um encontro estratégico, realizado recentemente, contou com a participação da 6ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Consumidor, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), da Delegacia do Consumidor (Decon), do Procon-MT e da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).

A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos explicou que o objetivo é monitorar as práticas comerciais que afetam diretamente os consumidores e garantir que os preços reflitam a realidade do mercado.

O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, ressaltou que a atuação em conjunto visa esclarecer e identificar possíveis violações da legislação.

“Nosso objetivo é preservar os direitos do consumidor e buscar soluções para os preços dos combustíveis em Cuiabá”, afirmou. Se forem encontradas irregularidades durante as investigações, as medidas cabíveis serão tomadas conforme a legislação.

Pressão nos Preços

Este esforço colaborativo ocorre em um momento em que dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam uma variação significativa nos preços.

No caso da gasolina aditivada, o aumento nesse período foi de 30,7%, com o preço médio subindo de R$ 5,05 para R$ 6,60.

Os dados da ANP também detalham a evolução dos preços nas refinarias e distribuidoras. Enquanto o custo final na bomba aumentou cerca de 30% nos últimos três anos, os valores de distribuição tiveram elevações entre 21% e 25%.

Em janeiro de 2023, o preço médio de distribuição da gasolina comum era de R$ 4,42, atingindo R$ 5,36 em dezembro de 2025.

A ANP enfatiza que o preço final ao consumidor é influenciado por uma combinação de fatores, incluindo as tarifas nas refinarias, a carga tributária estadual e federal, os custos operacionais das empresas, a adição de biocombustíveis e as margens de lucro dos distribuidores e revendedores.

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