O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, viveu um momento constrangedor durante uma oitiva sobre o Caso Oi, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), realizada ontem quarta-feira (1º). Ele foi informado de que seu assessor, procurador do Estado Hugo Fellipe Martins de Lima, é sócio de sua esposa, Lucimara Polisel Gonçalves, em uma empresa do setor agropecuário, que possui um capital social de R$ 1,5 milhão.
A revelação ocorreu quando o deputado estadual Wilson Santos (PSD) questionou Gallo sobre a situação. Ao ser perguntado se sabia sobre a existência de empresas ligadas ao seu assessor, o secretário respondeu que não tinha conhecimento do fato e que a melhor abordagem seria indagar diretamente a Hugo Lima. “Tem que ser indagado a ele mesmo”, afirmou Gallo.
Contudo, Wilson Santos apresentou informações que revelaram que Hugo não é apenas sócio de uma empresa, mas sim de cinco, incluindo uma dedicada a questionamentos de créditos tributários. Entre essas, a Rio Grande Agropastorial e Florestal Ltda é uma das que se destaca, com o nome de Lucimara, a esposa de Gallo, constando na sociedade.
A situação levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse dadas as funções de ambos no governo e nos negócios.



