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CARGA INTERCEPTADA Justiça autoriza doação de mais de 11 toneladas de alimentos apreendidos com facção em MT

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Mais de 11 toneladas de alimentos apreendidos pela Polícia Civil durante uma operação contra uma facção criminosa começaram a ser destinadas a instituições sociais de Cáceres (218 km de Cuiabá). A distribuição teve início após autorização da Justiça para a doação da carga.

Os produtos estavam em um caminhão interceptado na BR-070, no início de junho. Na ocasião, a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) informou que os alimentos e itens de higiene seriam utilizados na montagem de cestas básicas que seriam distribuídas por uma organização criminosa em municípios da região.
A Polícia Civil acompanhou o balanço da carga e a entrega dos produtos às entidades beneficiadas. Entre os itens doados estão arroz, açúcar, feijão, sal, molho de tomate, macarrão, farinha, biscoitos, óleo de soja, além de papel higiênico, água sanitária, detergente, sabonetes e creme dental.

De acordo com o auto de apreensão, somente os produtos com peso especificado somam mais de 11 mil quilos. A carga inclui cerca de 5,2 toneladas de arroz, 3,2 toneladas de açúcar, 1,5 tonelada de feijão, 1,5 tonelada de sal e aproximadamente 470 quilos de molho de tomate. O volume total, no entanto, é ainda maior, já que parte dos itens não teve o peso registrado no documento.

Caminhão foi apreendido em junho

O caminhão foi interceptado pela Polícia Civil em 1º de junho, durante uma fiscalização na BR-070, em Cáceres. O motorista, de 35 anos, foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.
Segundo o delegado Fabrício Alencar, responsável pela investigação, o condutor informou que faria entregas nos municípios indicados nas notas fiscais, mas só receberia os endereços exatos dos locais de entrega quando chegasse às cidades.

Conforme a Polícia Civil, esse modelo de logística é frequentemente utilizado por organizações criminosas para dificultar a identificação dos responsáveis e impedir o rastreamento das mercadorias.

Após a apreensão, a corporação solicitou ao Poder Judiciário autorização para destinar os produtos às instituições assistenciais. Com a decisão favorável, a carga deixou de permanecer armazenada e passou a atender organizações sociais de Cáceres.

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