Apesar dos pesares, minha família me deu todo suporte necessário. Não sei nem explicar em palavras a importância que minha mãe teve na minha vida naquele período. Meu pai ficou algum tempo sem falar comigo, muito chateado, com razão.
Sabia que minha vida tinha mudado para sempre. Foi uma gravidez saudável e tranquila, apesar de alguns pesares.
Cursava o 2º ano do ensino médio, não deixei a escola. Sempre gostei de estudar e assim segui até concluir o segundo grau.
Após o nascimento do bebê, não me esqueço da primeira noite que passamos em casa. Já era tarde, todos tinham ido dormir, e eu sem saber o que fazer. Olhei para meu filho no berço e pensei: “É real, e agora meu Deus”.
Trocava o dia pela noite, durante o dia cuidava do bebê e à noite não tinha sono. Algumas pessoas diziam que estava com depressão pós-parto, algo desconhecido naquela época e pouco falado.
No meu tão sonhado aniversário de 15 anos, tinha um bebê de seis meses… Tinha desejos simples, como ir ao shopping com amigas. Só que agora, eu já não pensava só em mim, buscava sempre ‘encaixar ‘ meu menino.
Hoje, aos 31 anos, vejo que passei por toda essa experiência mais forte. Mas eu poderia ter evitado.
Não romantizo a gravidez na adolescência, não! Apesar do apoio da minha família, foi traumática.
Graças a Deus eu consegui me estruturar. Concluí o ensino médio e a universidade. Busquei “ser alguém”, porque eu tinha que dar um “futuro” para meu filho.
Minha vida mudou completamente, como de tantas milhares de adolescentes.



