21 de fevereiro de 2026

UNIVAG

Agro mato-grossense investe em centros de tecnologia para ampliar produtividade e eficiência

Uso de Centros de Operações Agrícolas cresce no estado e integra dados do campo à
gestão estratégica, fortalecendo a tomada de decisões no setor

A incorporação de tecnologia à gestão agrícola tem se consolidado como uma das
principais estratégias para o aumento da produtividade no agro mato-grossense. Cada
vez mais, produtores e empresas do setor investem em Centros de Operações
Agrícolas (COAs), estruturas que permitem o monitoramento em tempo real das
atividades no campo e fortalecem a tomada de decisões estratégicas.

Esses centros integram dados operacionais das lavouras à gestão, reunindo
informações como rendimento das operações, área plantada ou colhida, consumo de
combustível, qualidade da execução e alertas de falhas mecânicas. A centralização
dessas informações possibilita ações preventivas e corretivas, além da otimização de
recursos e da padronização dos processos produtivos.

Em Mato Grosso, esse modelo já vem sendo adotado por empresas do setor. Um
exemplo é a Bom Futuro, que montou um Centro de Operações Agrícolas em sua sede
administrativa, em Cuiabá (MT), para acompanhar, à distância, as operações
realizadas em mais de 35 unidades de produção distribuídas pelo interior do estado. A
iniciativa permite que equipes especializadas monitorem simultaneamente máquinas,
frentes de trabalho e indicadores estratégicos.

Segundo o responsável pelo COA da empresa, Nahzir Okde, a visibilidade em tempo
real das operações contribui diretamente para ganhos de eficiência. “Ter acesso
imediato às informações de cada fazenda nos permite agir com rapidez, otimizar
recursos e acompanhar indicadores relevantes para o planejamento produtivo”,
explica.
A integração dos dados a sistemas inteligentes tem ampliado o uso da agricultura de
precisão, permitindo maior controle sobre as operações e respostas mais rápidas a
desvios no campo. Esse modelo de gestão representa um avanço significativo na forma
como a atividade agrícola é conduzida em Mato Grosso, ao aproximar tecnologia e
planejamento da rotina produtiva do campo. Ações como essas devem ser uma
tendencia ainda maior nos próximos anos do agronegócio.

Na prática, os Centros de Operações Agrícolas passam a atuar como núcleos
estratégicos, reunindo informações de diferentes frentes de trabalho e apoiando
decisões operacionais e gerenciais. A centralização dos dados favorece maior
previsibilidade das atividades, melhora o acompanhamento das safras e contribui para
uma gestão mais integrada das lavouras.

Outro reflexo da adoção desses centros está na otimização dos custos de produção. O
monitoramento em tempo real permite identificar falhas operacionais, reduzir
desperdícios de combustível e insumos e aprimorar o uso dos equipamentos, fatores
que impactam diretamente a eficiência e a sustentabilidade econômica das operações
agrícolas.
Além disso, a digitalização do campo tem provocado mudanças no perfil da mão de
obra do setor. Cresce a demanda por profissionais com formação técnica e
capacidade de análise de dados, ao mesmo tempo em que as equipes no campo
passam a contar com maior suporte remoto, reforçando a transição para um agro mais
tecnológico, conectado e orientado por informação.

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Roseli

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