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11 sinais do cérebro que nunca devem ser ignorados para detectar a tempo doenças graves, segundo neurologistas

As doenças neurológicas abrangem um campo amplo e complexo. Neurologistas tratam desde acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e crises convulsivas até doenças neurodegenerativas, distúrbios do movimento, problemas musculares, dores de cabeça e alterações do sono.

Essa variedade faz com que muitos sintomas sejam confundidos com desconfortos passageiros ou efeitos do envelhecimento, o que pode atrasar diagnósticos importantes.

“Se houver algum nervo afetado, um neurologista pode intervir. E existem nervos por todo o corpo. Muitas coisas podem dar errado no sistema nervoso, e pode ser necessário bastante trabalho de investigação para descobrir o problema”, afirma Andrew Dorsch, chefe da divisão de neurologia geral do Rush University Health System.

Com base na experiência clínica, quatro neurologistas apontaram 11 sinais de alerta que exigem avaliação médica:

1. Visão dupla em um dos olhos

A visão dupla unilateral não deve ser ignorada. Pode estar relacionada à esclerose múltipla, AVC, aneurisma, miastenia grave, tumores ou infecções cerebrais.

“Se você desenvolver visão dupla repentina, é uma emergência imediata”, alerta o neurologista Luis Cruz-Saavedra, do Memorial Hermann Health System.

2. Fraqueza em uma das mãos ou pernas

Arrastar a perna, mancar ou deixar objetos caírem com frequência são sinais que exigem investigação. Podem indicar AVC, tumor cerebral, esclerose múltipla ou inflamações neurológicas.

“Muitos pacientes ignoram a fraqueza por meses, o que é um erro”, destaca Cruz-Saavedra.

3. Falta temporária de resposta

Períodos breves de “desligamento”, com olhar fixo e perda de noção do tempo, podem ser crises epilépticas do lobo temporal, que afetam áreas ligadas à memória e às emoções.

Familiares geralmente percebem antes: “Ele ficou olhando para o nada por alguns segundos e depois voltou ao normal”, descreve o neurologista.

4. Problemas de fala

Dificuldade para articular palavras, fala arrastada ou troca de sílabas são sinais clássicos de AVC e exigem atendimento imediato.

5. Dor de cabeça súbita durante esforço

Uma dor intensa, repentina e diferente do padrão habitual — especialmente durante atividade física — pode indicar AVC ou hemorragia cerebral.

“Esse tipo de dor é motivo suficiente para procurar socorro imediatamente”, reforça Enrique Leira, da Universidade de Iowa.

6. Dormência nos pés ou dedos

Dormência persistente indica falha na comunicação dos nervos com o cérebro. Pode estar relacionada a diabetes, doenças autoimunes, condições genéticas ou lesões nervosas.

“Dormência não é o mesmo que formigamento. Ela precisa ser investigada”, explica Dorsch.

7. Déjà vu frequente

Embora ocasional, o déjà vu é comum. Quando se torna recorrente, pode ser sinal de crises epilépticas do lobo temporal.

“Se ocorre com regularidade, deve ser avaliado por um médico”, orienta Dorsch.

8. Dificuldade constante para se levantar

Problemas frequentes para sair de uma cadeira, subir escadas ou manter força muscular não devem ser atribuídos apenas ao envelhecimento. Podem indicar doenças neuromusculares ou distúrbios do movimento.

9. Alterações na voz

Voz muito fraca pode indicar Parkinson. Fala arrastada pode ser sinal de AVC. Já a chamada “voz molhada”, com som gorgolejante, pode estar ligada à ELA, Parkinson ou esclerose múltipla.

“Ela ocorre quando há perda de controle da musculatura da garganta e acúmulo de saliva”, explica Alexandru Olaru, da Universidade de Maryland.

10. Espasmos musculares persistentes

Contrações repetitivas no mesmo local podem indicar desde síndrome fascicular benigna até estenose espinhal, ELA ou neuropatias inflamatórias. A investigação costuma incluir eletromiografia.

11. Mudanças abruptas de personalidade ou paranoia

Alterações repentinas de comportamento, desconfiança sem motivo, impulsividade, hipersexualidade ou isolamento social podem estar associadas à encefalite autoimune ou à demência frontotemporal.

“Às vezes, pessoas extrovertidas se tornam retraídas, ou passam a ter comportamentos obsessivos e inadequados”, relata Cruz-Saavedra.

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