Sexta-Feira, 16 de Outubro de 2020

Agosto Lilás é aberto com ato simbólico contra a violência doméstica

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Evento na Praça Alencastro homenageou vítimas de feminicídio e abordou mulheres para conscientizá-las da importância de denunciar a agressão

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, realizou na tarde desta sexta-feira (7), que marca os 14 anos de criação da Lei Maria da Penha, a abertura do Agosto Lilás, campanha de conscientização para a não violência contra a mulher, que vai ocorrer ao longo do mês, com diversas atividades. Na abertura, que contou com a participação da secretária municipal da Mulher, Luciana Zamproni; da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Fabiana Soares e da coordenadora da Patrulha Maria da Penha, 1ª Tenente Denyse Valadão, houve um ato simbólico na Praça Alencastro, homenageando todas as vítimas de violência doméstica e de feminicídio. 

A secretária Luciana Zamproni fez um discurso destacando que as mulheres gostariam de não precisar de campanhas como essa e poder celebrar outras datas, mas que protestar pelo fim da violência é uma necessidade a fim de reduzir os casos, acolher as vítimas e incentivá-las a denunciar o agressor. 

Ela ainda lembrou que a Lei Maria da Penha significou a quebra de um tabu na sociedade, de que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. “A lei veio para trazer os direitos das mulheres e acolher todas elas no sentido de denunciar. Nós tínhamos o tabu que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. As mulheres não tinham varas especializadas de violência doméstica, não tínhamos delegacia, nós não tínhamos atendimento específico para as mulheres que sofrem agressão física e a lei veio nesse sentido”, destacou Zamproni. 

Segundo ela, o Agosto Lilás em Cuiabá será um mês especial, marcado por uma série de ações em prol das vítimas de violência doméstica. “Estaremos entregando a ludoteca no Espaço de Acolhimento no HMC, para atender às crianças vítimas de violência, em parceria com o Instituto Sabin e o Laboratório Carlos Chagas; nós estaremos com rodas de conversas com vários setores, também discutiremos a questão das mulheres trans, que a lei veio protegê-las também, viremos com lives informativas e também teremos o projeto ‘Salve Vidas. Plante Amor’, no dia 14, um projeto lindo em homenagem às mulheres que morreram vítimas de feminicídio e às mulheres que estão saindo do ciclo de violência, para que a gente possa trazer de volta a auto estima delas”, elencou. 

Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e coordenadora da Casa de Amparo, Fabiana Soares, destaca que a entidade também fará, no dia 28 de agosto, uma ação no Agosto Lilás, que consistirá numa capacitação das 21 conselheiras para o atendimento às mulheres trans. Ela informa que mesmo durante a pandemia, o Conselho não parou suas atividades, que acontecem de forma remota, com reuniões por videoconferência e atendimento por telefone, não somente em relação à violência doméstica, mas todos os aspectos que interferem a vida da mulher cuiabana. 

Coordenadora da Patrulha Maria da Penha do 1º Batalhão da Polícia Militar de Cuiabá, a 1ª Tenente Denyse Valadão destacou a honra que é fazer parte do Agosto Lilás, enquanto agente que está no dia a dia defendendo as mulheres vítimas de agressão por parte de seus companheiros. “É mito gratificante. Hoje é um dia que deve ser comemorado, diante de todos os avanços que nós tivemos até hoje pela proteção das vítimas de violência. É muito importante esse trabalho que está sendo feito hoje pela Prefeitura de Cuiabá, pela Secretaria da Mulher. E somos parceiros também. É importante todos estarem juntos nesse enfrentamento da violência doméstica”, enfatizou. 

Durante o evento de abertura do Agosto Lilás, na Praça Alencastro, houve a afixação de faixas da campanha, um enorme laço lilás, uma cruz composta por vários pares de sapatos femininos, simbolizando as vítimas de violência doméstica e também a distribuição de kits com álcool em gel, máscara e uma fita lilás, para conscientizar as mulheres que passaram pelo local sobre a importância de não se calarem diante da agressão.  

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