A ida de Flávio Bolsonaro do Brasil, a Miami, nos Estados Unidos, provocou repercussão política e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) comentou o episódio e atribuiu a decisão do senador ao que considera uma pressão do ministro Alexandre de Moraes.
“Com relação a do Flávio Bolsonaro foi uma operação motivada pela brutalidade com que o ministro Alexandre de Moraes agiu. Sete minutos após o encerramento das urnas e a declaração da vitória de Lula, já teria tomado medidas contra ele”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, a atuação do ministro teria criado um cenário de pressão sobre Flávio Bolsonaro. Júlio também criticou uma suposta restrição à saída do senador do país.
“Naquela truculência que sempre usou, o ministro pediu o passaporte e proibiu Flávio de sair do Brasil. Então, praticamente, já estava quase declarando que iria prendê-lo. Ele acredita que não tem culpa e resolveu reagir”, declarou.
“Mas ele é réu? Não, réu não. Há apenas um inquérito em andamento relacionado a Betis e a outros assuntos, envolvendo também uma advogada cujo nome não me recordo. Dizem que havia um envolvimento, mas isso ainda precisa ser esclarecido”, disse.
O deputado encerrou a manifestação com novas críticas à atuação da Justiça brasileira e demonstrou preocupação com o que considera excessos por parte de integrantes do Judiciário.
“Infelizmente, acredito que o Brasil está nessa situação, com muita truculência por parte do Judiciário brasileiro”, concluiu.



