Consumidores das regiões Norte e Nordeste poderão pagar mais caro pela energia elétrica em 2027, segundo projeções preliminares da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os estudos indicam aumento de 7,3% no custo unitário da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) nessas regiões, encargo utilizado para financiar subsídios e políticas públicas do setor elétrico.
Na contramão desse cenário, Sul, Sudeste e Centro-Oeste poderão registrar redução de 3,8% no custo do mesmo encargo, evidenciando diferenças regionais na distribuição dos custos do setor elétrico.
Para os consumidores residenciais atendidos em baixa tensão, a estimativa preliminar aponta possível aumento médio de 0,77% nas tarifas de energia no Norte e Nordeste. Nas demais regiões, a projeção é de redução de 0,62%.
Os percentuais exigem atenção: a alta de 7,3% e a redução de 3,8% dizem respeito ao custo unitário da CDE, e não ao valor total da conta de luz. Já as variações de 0,77% e -0,62% são as estimativas de impacto sobre as tarifas residenciais.
As projeções ainda dependem de aprovação definitiva e podem sofrer alterações até a definição dos valores para 2027. Caso sejam confirmadas, as diferenças poderão afetar de maneira distinta o orçamento das famílias brasileiras, conforme a região onde vivem.


