O Partido Liberal (PL) deverá iniciar fevereiro de 2027 com a maior bancada do Senado, ocupando 29 das 81 cadeiras, após o encerramento das eleições estaduais neste domingo (25). O Partido dos Trabalhadores (PT) terá 10 representantes, seguido pelo MDB, com oito, e pelo Progressistas (PP), com seis. A composição considera os eleitos em outubro, os mandatos que seguem até 2031 e as mudanças decorrentes da eleição de senadores para governos estaduais.
Dos 54 mandatos em disputa neste ano, 40 serão ocupados por novos parlamentares, o equivalente a uma renovação de 74% das vagas. Entre os 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram permanecer na Casa. A bancada feminina terá 19 integrantes, ou 23,5% do total, incluindo 12 mulheres eleitas em outubro e outras sete que já exerciam mandato.
A composição também sofrerá alterações com a saída de senadores eleitos governadores. No Amazonas, Cheila Moreira (PT), primeira suplente de Omar Aziz (PSD), assumirá a cadeira do parlamentar. Em Minas Gerais, Alex Diniz (PL) ocupará a vaga de Cleitinho (Republicanos), enquanto Luís Felipe Cunha (PL) substituirá Sergio Moro (PL) no Paraná. Ambos foram eleitos governadores.
A distribuição das cadeiras, porém, ainda depende do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, equivalentes a 25,14% dos válidos. Se o tribunal confirmar o indeferimento do registro, os votos serão anulados e deverá ser realizada uma eleição suplementar para a vaga. O resultado poderá alterar a composição partidária do Senado a partir de 2027.
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