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TOP 10 – Pivetta e Balbinotti colocam MT entre os estados com políticos mais ricos do país

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Levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que dois nomes de Mato Grosso estão entre os dez políticos eleitos mais ricos do Brasil em 2026. O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) declarou patrimônio de R$ 575,7 milhões, enquanto o suplente de senador Odilio Balbinotti Filho (PL) informou possuir R$ 359,7 milhões em bens.

O ranking reúne candidatos eleitos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, para cargos de governador, vice-governador, senador e deputados estaduais e federais. Dos 1.775 eleitos, 993 declararam patrimônio de pelo menos R$ 1 milhão, o equivalente a 56% do total, conforme levantamento publicado pela Folha de S.Paulo.

Os dez primeiros colocados possuem bens declarados entre R$ 78,5 milhões e R$ 677,7 milhões. As fortunas estão ligadas principalmente a atividades empresariais nos setores de agronegócio, indústria, mercado imobiliário, transportes, educação, tecnologia e comunicação.

Pivetta é o segundo mais rico do país

Com patrimônio declarado de R$ 575,7 milhões, Otaviano Pivetta ocupa a segunda colocação nacional e lidera entre os governadores eleitos. Sua fortuna está associada principalmente à produção agrícola, especialmente ao cultivo de grãos.

Além da atuação empresarial no agronegócio, Pivetta construiu uma trajetória  política em Mato Grosso. Foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos, deputado estadual e vice-governador antes de conquistar a reeleição ao comando do Executivo estadual.

O primeiro lugar do ranking pertence a Luiz Osvaldo Pastore (PL-TO), suplente de senador que declarou R$ 677,7 milhões. Empresário, ele construiu sua fortuna no setor industrial de transformação de metais e também possui investimentos no mercado financeiro.

Balbinotti aparece na quarta posição

Odilio Balbinotti Filho, suplente de senador pelo PL de Mato Grosso, ocupa o quarto lugar da lista, com patrimônio informado de R$ 359,7 milhões. Empresário do agronegócio, ele preside uma companhia que atua no melhoramento genético de sementes de soja.

Diferentemente de Pivetta, que acumula experiência em cargos públicos, Balbinotti integra o grupo de empresários que disputaram as eleições de 2026 sem uma trajetória política consolidada, conforme o levantamento.

Entre os dois mato-grossenses aparece Wilson Picler (PL-PR), terceiro colocado, com R$ 478,7 milhões. Fundador do Grupo Educacional Uninter, ele foi escolhido como suplente de senador e já exerceu mandato de deputado federal.

Na quinta posição está Vittorio Medioli (PL-MG), com R$ 356,8 milhões declarados. Empresário dos setores de logística, transporte, siderurgia e comunicação, ele já foi deputado federal e prefeito de Betim, em Minas Gerais.

Ranking reúne empresários de diferentes setores

O sexto lugar ficou com Markenson Marques dos Santos (Novo-PR), que declarou R$ 184,3 milhões. Suplente de senador, ele atua nos segmentos de logística e mercado imobiliário.

Ulisses Gonçalves (PL-MA), eleito deputado estadual, aparece na sétima colocação, com R$ 155,5 milhões. Seu patrimônio está relacionado a atividades do agronegócio, com destaque para a pecuária e a administração de propriedades rurais.

Na oitava posição está o deputado federal reeleito Jadyel Silva Alencar (Republicanos-PI), com R$ 107,1 milhões. Seus negócios estão concentrados na distribuição de produtos farmacêuticos e alimentos na região Nordeste.

Rodrigo Oliveira (MDB-CE), suplente de senador, ocupa o nono lugar, com R$ 78,7 milhões declarados. Engenheiro, ele possui atividades empresariais ligadas à tecnologia, aos equipamentos eletrônicos e ao setor imobiliário.

A lista é completada por Duda Brito Ramos (Podemos-RR), deputado federal que declarou R$ 78,5 milhões. Seus negócios estão relacionados à engenharia, à construção e aos serviços de gestão ambiental.

Pivetta também lidera entre os governadores

A diferença patrimonial de Pivetta em relação aos demais governadores eleitos é expressiva. O segundo colocado nesse recorte é Eduardo Riedel (PP), eleito em Mato Grosso do Sul, que declarou R$ 16,1 milhões. Biólogo e produtor rural, ele construiu sua trajetória profissional no setor agropecuário.

Na sequência aparece Daniel Vilela (MDB), de Goiás, com R$ 5,6 milhões em bens declarados. O terceiro nome desse grupo é o médico Daniel Santos (Pode), eleito no Pará, que informou patrimônio de R$ 4,8 milhões à Justiça Eleitoral.

 


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