O deputado estadual eleito Léo Bortolin (MDB) avalia que a escolha dos suplentes teve influência decisiva na derrota de Janaina Riva (MDB) na disputa pelo Senado. Para ele, as mudanças feitas na composição da chapa durante a campanha acabaram prejudicando a candidatura mais do que os ataques de adversários do PL.
Janaina terminou a eleição em terceiro lugar, com 519.434 votos, correspondentes a 14,53% dos votos válidos. As duas vagas ao Senado ficaram com Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL).
“Ela seria atacada de qualquer forma. Não vejo que esse foi o problema. Eu acho que os suplentes pesaram muito”, afirmou Bortolin. Segundo ele, em uma disputa eleitoral, os candidatos precisam evitar erros, e as alterações realizadas na chapa na reta final podem ter contribuído para o resultado.
Uma das mudanças foi a escolha de Danilo Trento (MDB) para a primeira suplência, enquanto Rafael Yamada Torres ficou com a segunda vaga. Trento foi investigado pela Polícia Federal em apuração sobre fraudes em descontos de aposentados do INSS e também foi indiciado pela CPI da Covid, em 2021, no caso relacionado às negociações da vacina Covaxin.
A indicação foi explorada pelos adversários durante a campanha e repercutiu na imprensa nacional. Apesar da derrota, Bortolin lamentou a saída de Janaina do cenário político estadual. “Eu vejo que Mato Grosso perde muito de não ter a Janaina no cenário político novamente”, declarou.
Fim de um ciclo
O resultado também marcou a ausência de integrantes da família Riva entre os eleitos em Mato Grosso. Além de Janaina não conquistar uma vaga no Senado, sua irmã, Jéssica Riva (MDB), não conseguiu se eleger para a Assembleia Legislativa.
A família mantinha representantes em cargos eletivos no Estado desde 1994, quando José Riva foi eleito deputado estadual. Com o resultado de 2026, o grupo ficou sem representantes eleitos pela primeira vez em cerca de três décadas.
“É um ciclo. E acho que a urna falou por si só. Foi o reflexo da sociedade”, avaliou Bortolin.



