O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), candidato à reeleição, voltou a criticar o Projeto de Lei 276/2026, que cria o Sistema Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Tortura de Mato Grosso (SISPET-MT). A proposta, encaminhada pelo governo do Estado, segue em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e recebeu substitutivos de diferentes parlamentares, entre eles o próprio Cattani.
Ao comentar o projeto, o deputado voltou a defender uma atuação mais voltada às vítimas da criminalidade e às forças de segurança. Cattani já se posicionou anteriormente contra a atuação de facções criminosas em Mato Grosso, inclusive em situações envolvendo comerciantes que seriam obrigados a pagar valores cobrados por grupos criminosos sob a justificativa de “taxa de segurança”.
Na Assembleia, o parlamentar também tem apresentado propostas relacionadas ao sistema prisional e ao combate à criminalidade. Entre elas estão o PL 294/2026, que proíbe produtos fumígenos dentro do sistema penitenciário; o PL 800/2026, que veda benefício de transporte público exclusivo a egressos do sistema prisional; e o PL 1748/2025, que cria o programa “Mato Grosso Sem Marcas do Crime”, voltado à remoção de pichações de facções em espaços públicos. Cattani também coordena a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas do Crime Organizado.
Ataque a vereador
Durante a crítica ao projeto, o deputado citou o caso do vereador de Rondonópolis Wesley Cláudio (Novo), que foi mantido refém e agredido dentro da própria residência, ao lado da esposa e dos dois filhos, durante um assalto ocorrido na madrugada da segunda-feira (28).
Segundo o relato divulgado sobre o caso, os criminosos exigiam aproximadamente R$ 1 milhão. O vereador sofreu ferimentos na cabeça e teve parte da orelha cortada durante a ação.
Para Cattani, o episódio representa o contraste entre a atenção dada às garantias de pessoas privadas de liberdade e a situação enfrentada por vítimas de crimes violentos.
“Agora o governo do Estado não está preocupado nem um pouquinho com ele, está preocupado com esses caras que fizeram isso com ele”, afirmou o deputado, ao comentar o ataque contra o vereador.
O parlamentar também questionou o que considera uma diferença de tratamento entre presos e vítimas da criminalidade. “Eles vão ter todas as regalias que você, cidadão, nunca teve”, declarou, ao criticar o que classificou como tratamento desproporcional dentro do sistema prisional.
Cattani afirmou ainda que pretende manter essa pauta entre as prioridades de seu mandato caso seja reeleito em outubro. Segundo o deputado, o enfrentamento a benefícios que considera inadequados para criminosos e a defesa das vítimas devem continuar entre os principais temas de sua atuação na Assembleia Legislativa.



