O transporte de pacientes, órgãos e tecidos para transplantes envolve uma operação que depende de agilidade, segurança e integração entre diferentes serviços públicos. Em Mato Grosso, o trabalho conta com a atuação do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) e da Coordenadoria de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da Secretaria de Estado de Saúde.
O tema é abordado no quinto episódio da série Transplantes, do PodFESSP, da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP/MT), que recebeu o tenente-coronel Thiago Bráz de Oliveira, comandante do CIOPAER/MT, e a médica Carolina Vieira Ormonde, coordenadora de Tratamento Fora de Domicílio do Estado de Mato Grosso.
Segundo Thiago, a aproximação entre o CIOPAER e a Secretaria de Saúde foi ampliada a partir do fim de 2018 e início de 2019. Desde então, as equipes passaram a atuar em operações relacionadas ao transporte de pacientes que precisam buscar atendimento em outros estados e também em missões envolvendo órgãos para transplantes.
“O CIOPAER pertence à Secretaria de Segurança Pública, mas aí a partir do final de 2018, início de 2019, nós nos ousamos mais de fazer parcerias, e a saúde é uma das principais hoje com a Secretaria de Saúde, pra fazer principalmente esse tipo de transporte que você citou aí no início, que é esse tratamento fora de domicílio”, afirmou o comandante.
“Nós dispomos lá as melhores e mais rápidas aeronaves. Quando surge qualquer situação nesse quesito de transplante, são elas que são empregadas imediatamente na missão, que a gente chama de missão nesses voos”, explicou Thiago.
A coordenadora de TFD, Carolina Vieira Ormonde, explica que o serviço é responsável por viabilizar o atendimento de pacientes do SUS quando o tratamento necessário não está disponível em Mato Grosso. “O tratamento fora de domicílio é uma ferramenta para a gente dar um cuidado integral, ou seja, completo para o paciente, o usuário do SUS que necessita”, afirmou.
Segundo Carolina, o processo envolve regulação e organização da logística necessária para que o paciente consiga chegar ao local onde receberá o atendimento. “Então a gente faz essa regulação, ofertando aí transportes e custos, ou seja, possibilidade de que esse paciente receba esse tratamento fora do estado”, disse.
O episódio também mostra que o transporte é apenas uma etapa de um processo que começa com a solicitação médica e passa pelas centrais de regulação. “O médico assistente do paciente faz essa solicitação de tratamento fora de domicílio e aí ele entra dentro de uma central de regulação”, explicou a coordenadora.
O episódio completo do PodFESSP está disponível no YouTube, pelo link https://youtu.be/QF98iWC0BZk. A apresentação é de Davi de Paula.



