Os candidatos ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos) tiveram os microfones interrompidos durante a sabatina “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso”, promovida pela Aprosoja-MT ontem quinta (20), em Cuiabá.
Wellington foi o primeiro a ter o áudio cortado. O senador havia sido questionado sobre os investimentos que pretende fazer no setor agrícola caso seja eleito governador, mas direcionou parte da resposta para a situação financeira de Mato Grosso e para o caso envolvendo o Banco Master.
Diante da manifestação, a organização da sabatina interrompeu o microfone e informou que o candidato havia descumprido as regras definidas para o debate. Wellington recebeu alguns segundos adicionais para concluir a fala e utilizou o tempo para contestar a decisão da organização.
Pivetta também é interrompido
Na sequência, Pivetta também teve o microfone cortado durante uma resposta. O governador tratava de obras rodoviárias quando voltou a mencionar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e administrações federais anteriores.
A BR-163 já havia sido tema de confrontos entre os dois candidatos em ocasiões anteriores. Ao abordar o histórico da rodovia, Pivetta citou os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer e avaliou que a mudança no comando do DNIT durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro foi positiva para Mato Grosso.
A organização classificou a manifestação como uma infração por ataque pessoal e interrompeu o áudio do governador.
Assim como Wellington, Pivetta recebeu tempo adicional para concluir a resposta. O candidato, porém, questionou a punição aplicada durante a sabatina e argumentou que não havia mencionado diretamente o nome de nenhuma pessoa.



