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“TRISTE OUVIR ALGO ASSIM” – Margareth Buzetti rebate Antônio Galvan por crítica ao feminicídio: “Ele não pode fingir que não vê que aquele tipo de crime acontece

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A candidata ao Senado Margareth Buzetti (PSD-MT) reagiu às declarações do produtor rural Antonio Galvan (Avante), que também disputa uma vaga ao Senado nas eleições deste ano e afirmou ser contrário à existência de uma legislação específica para o crime de feminicídio.

Buzetti, autora da Lei 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, criticou a posição de Galvan e afirmou que um agente público não pode ignorar a ocorrência de crimes contra mulheres.

“Se ele acha que isso não existe, ele não pode ser um homem público. É isso. Porque não pode lavar as mãos, ele não pode fingir que não vê que aquele tipo de crime acontece, porque acontece quatro por dia no Brasil. Então, lamento que ele tenha falado isso”, afirmou.

A senadora também rejeitou a tentativa de tratar a discussão sobre feminicídio como uma disputa ideológica. Segundo ela, o foco deve estar na violência sofrida pelas vítimas, independentemente de posicionamentos políticos.

“É triste ouvir algo assim. Eu falo de mulheres assassinadas, mulheres violentadas, crianças abusadas. Eles acham que a palavra feminicídio é coisa de esquerda. Quando uma mulher é assassinada, eu não pergunto de que lado era um bandido, de que lado era um assassino. Ela foi morta”, disparou.

Buzetti ainda contestou a ideia de que homens e mulheres sejam vítimas de homicídios em circunstâncias semelhantes e, por isso, não haveria necessidade de um tratamento específico para os assassinatos motivados pela condição de mulher.

“Homem não morre cuidando de criança. Não morre lavando roupa, não morre dentro de casa. O homem morre no bar, morre na facção, morre por causa do futebol”, argumentou.

Para a candidata, discursos que relativizam a violência contra as mulheres acabam contribuindo para a continuidade do problema. Ela defendeu que agentes públicos priorizem medidas de proteção e prevenção.

“Pior é que eles nem percebem que pensam assim. Eles não percebem o quanto isso é ruim para a sociedade. Você tem que cuidar da vida das pessoas. Você tem que pensar em proteger, pensar em cuidar e fortalecer, e não fazer de conta que nada acontece”, disse.

A candidata também criticou a tentativa de relacionar os casos de feminicídio exclusivamente a dificuldades financeiras ou à desestruturação familiar.

“Então esse é um discurso vazio. Sem nexo, e que ele deveria repensar se ele quer ser um homem público”, afirmou.

“Eu fui lá e fiz”

Na disputa para retornar ao Senado, Buzetti também destacou sua atuação legislativa relacionada à violência contra a mulher. Segundo ela, enquanto muitos políticos abordam o tema principalmente durante períodos eleitorais, sua opção foi trabalhar na criação de leis.

“Eu fui lá e fiz, fiz quatro leis gigantes, quatro leis estruturantes que não deixam brechas e não usei para fazer discurso. Que tem muito candidato que usa a mulher, a pauta da mulher, a pauta do feminicídio, de mulheres assassinadas para fazer discurso, isso a gente vê. Mas é diferente de quem fala e de quem faz. Eu fui lá e fiz”, completou.

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