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DINHEIRO NA TELA – Pix movimenta R$ 233 bilhões em MT e cresce quase 16% em um ano

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Sistema registrou R$ 36,9 bilhões em transações somente em julho, enquanto abril teve o maior volume do ano, com R$ 37,8 bilhões

O Pix movimentou R$ 233,46 bilhões em Mato Grosso entre janeiro e julho de 2026, segundo levantamento do Banco Central analisado pela Fecomércio-MT em parceria com a Fecomércio-SE. O resultado representa uma média de R$ 33,35 bilhões por mês e mostra a dimensão que o sistema de pagamentos instantâneos alcançou na movimentação financeira de consumidores e empresas no Estado.

Somente em julho, foram R$ 36,92 bilhões movimentados por meio do Pix em Mato Grosso. O resultado representa crescimento de 15,98% na comparação com julho de 2025, quando o volume havia chegado a R$ 31,83 bilhões. Em valores absolutos, foram aproximadamente R$ 5,08 bilhões a mais circulando pelo sistema em apenas 12 meses.

Para o presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, Sebastião Gonçalves, o avanço acompanha a transformação dos hábitos de consumo e das relações comerciais.

“O crescimento da movimentação do Pix mostra como a digitalização já faz parte da rotina da economia da população”, afirmou.

Segundo ele, a rapidez proporcionada pelo sistema também traz impactos para empresas dos setores de comércio e serviços, ao facilitar pagamentos e tornar as transações mais ágeis para os consumidores.

Abril concentrou maior volume

A movimentação financeira apresentou crescimento ao longo do período analisado, embora tenha registrado uma retração pontual em fevereiro, comportamento associado à sazonalidade típica do começo do ano.

O maior volume entre janeiro e julho foi registrado em abril, quando o Pix movimentou R$ 37,81 bilhões em Mato Grosso. O resultado representou uma alta de 19,02% em relação a março.

Na avaliação do economista Márcio Rocha, as oscilações estão relacionadas tanto a fatores sazonais quanto ao ritmo das atividades econômicas no Estado. O período entre março e abril coincide, por exemplo, com uma fase de maior intensidade de operações relacionadas ao agronegócio, envolvendo comercialização, transporte, aquisição de insumos e liquidação financeira da produção.

Mesmo depois do pico registrado em abril, o volume de transações permaneceu elevado. Entre abril e julho, todos os meses tiveram movimentação superior a R$ 35 bilhões.

“O resultado de julho, quase R$ 37 bilhões, demonstra que a movimentação permanece em um patamar elevado mesmo depois do pico registrado em abril”, explicou Rocha.

Agronegócio ajuda a explicar movimentação

Em Mato Grosso, o comportamento das transações via Pix também acompanha os ciclos de atividade econômica. O intervalo entre março e abril costuma concentrar operações relacionadas à comercialização da safra e a diferentes etapas da cadeia do agronegócio, contribuindo para o aumento dos fluxos financeiros.

O economista, porém, faz uma ressalva sobre a interpretação dos números. Segundo ele, a movimentação registrada pelo Pix não pode ser utilizada isoladamente como indicador de crescimento econômico.

“É importante observar que o Pix não deve ser analisado isoladamente como indicador de crescimento do PIB, porque movimentação financeira não é sinônimo de geração de riqueza”, afirmou.

Apesar da ressalva, Rocha considera que a evolução das transações permite acompanhar a intensidade dos fluxos financeiros e o avanço da digitalização da economia.

Os dados também mostram que períodos de maior consumo podem impulsionar a utilização do sistema. Em dezembro de 2025, por exemplo, o Pix movimentou R$ 37,16 bilhões em Mato Grosso, alta de 26,65% em relação a novembro. O resultado ocorreu em meio ao pagamento do 13º salário, ao aumento do consumo das famílias e às vendas de fim de ano.

Pix ganha espaço nas empresas

O crescimento de quase 16% registrado entre julho de 2025 e julho de 2026 ocorre em um cenário no qual o Pix já está consolidado entre os principais meios de pagamento utilizados pelos brasileiros.

Para Sebastião Gonçalves, a expansão exige que empresas acompanhem as mudanças no comportamento dos consumidores e adaptem suas operações.

“O consumidor está cada vez mais conectado e busca praticidade, velocidade e segurança nas suas compras. O comércio precisa acompanhar essa transformação. O Pix deixou de ser apenas uma alternativa de pagamento e passou a fazer parte da estratégia de relacionamento com o cliente e da operação dos negócios”, destacou.

Considerando os sete primeiros meses do ano, a movimentação média mensal chegou a R$ 33,35 bilhões. Já no período de abril a julho, o Estado manteve volumes acima de R$ 35 bilhões em todos os meses.

Para Márcio Rocha, a continuidade do crescimento chama atenção justamente porque o sistema já alcançou um alto nível de utilização.

“O Pix já alcançou uma elevada penetração. Portanto, manter uma expansão de quase 16% em 12 meses indica que o instrumento continua ganhando relevância nos fluxos financeiros”, concluiu.

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