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ELEIÇÕES 2026 – Max Russi descarta disputar Governo de MT e mira vaga de vice para o Podemos

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e dirigente estadual do Podemos, deputado Max Russi, descartou a possibilidade de disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026. O nome do parlamentar passou a ser citado nos bastidores após o deputado Eduardo Botelho (MDB) mencionar a possibilidade de uma chapa encabeçada por Russi, com a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata a vice-governadora.

A hipótese, no entanto, perdeu força depois que Janaina fechou acordo com o PL para concorrer ao Senado na chapa de Wellington Fagundes, que é seu sogro. Em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (3), no Palácio Paiaguás, Russi afirmou que não pretende assumir uma candidatura majoritária sem construir previamente um entendimento com seus aliados.

“Eu fui procurado. Não pelo Wellington, mas pela Janaina, e o Jayme falou comigo. Eu não vou entrar em uma disputa nos 45 minutos do segundo tempo, sozinho, para formar um grupo e organizar uma campanha gigante como essa sem conversar com meus companheiros. Para você entrar em um processo como esse, tem que ter a desistência de alguém. Impor uma candidatura ou fazer uma dissidência não é a forma que o deputado Max constrói política”, afirmou.

Com a disputa pelo Governo fora dos planos, o Podemos concentra as negociações na composição das chapas majoritárias. Segundo Russi, a legenda vem sendo procurada tanto pelo grupo governista liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) quanto pelo bloco articulado em torno de Wellington Fagundes.

O partido, que reúne mais de 30 prefeitos em Mato Grosso, pretende indicar o candidato a vice-governador como condição para fechar uma aliança. Quatro nomes estão à disposição da legenda para ocupar a vaga: Alessandra Ferreira, primeira-dama de Rondonópolis; Katiuscia Mantelli, vereadora por Cuiabá; e os empresários Elson Ramos e Paulo Lucion.

“Qualquer nome do partido que atender ao perfil serve. Nós temos nomes para vice e para suplência. Se pegar o nome do Podemos, fortalece bastante e faz um reconhecimento à nossa chapa de deputados e a um partido que tem mais de 30 prefeitos. O Ananias [presidente estadual do PL] eu falei hoje e vou retornar para ele agora. Eles querem muito o Podemos lá, mas me chamaram para conversar aqui [no Governo] também”, pontuou Russi.

O deputado afirmou que as negociações ocorrem em um momento decisivo, já que o prazo para as definições partidárias termina nesta semana. Diante disso, o presidente da ALMT disse que mantém diálogo com os 25 candidatos que integram a chapa estadual e os nove nomes da chapa federal do Podemos antes de definir o caminho da legenda.

Questionado se o avanço das articulações significaria que o processo de alianças estaria chegando ao fim, Russi resumiu a trajetória política que, segundo ele, orienta suas decisões e negociações.

“Eu não tenho padrinho político, não tenho financiador e não vim de origem política. Eu venho do meu trabalho, do meu esforço, do meu diálogo e da minha conversa”.

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