O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) preferiu manter distância da polêmica envolvendo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro de ter contato com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo período de 90 dias. A medida ocorreu após a divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro e lida pelo filho, mesmo com restrições impostas à comunicação do ex-presidente.
Questionados em entrevistas à imprensa sobre os possíveis impactos da decisão no cenário político nacional e em Mato Grosso, Pivetta e abílio tiveram posturas diferentes. O governador afirmou não ter conhecimento suficiente sobre estratégias eleitorais e evitou fazer projeções. “Eu não tenho essa avaliação. Eu entendo muito pouco de estratégia política. Eu não tenho capacidade de fazer essa avaliação”, declarou.
Pivetta, que já foi prefeito, deputado, vice-governador e atualmente ocupa o comando do Estado, afirmou que sua atuação política não é baseada em articulações estratégicas, mas em trabalho e convicções pessoais. “A minha estratégia é não ter estratégia. Sempre foi, sempre falei. Estou aqui porque cheguei”, disse.
“O próprio Alexandre vê ameaçado o seu mandato de ministro do Supremo. Ele entende, o próprio Alexandre está defendendo causa própria, eu acredito, porque ele sabe que se o Supremo Tribunal Federal tiver o Flávio na presidência e a maioria do Senado, o Alexandre roda”, afirmou Abilio.
O prefeito também criticou as restrições impostas a Bolsonaro, questionando a proibição de manifestações por meio de terceiros e comparando a situação com outros presos conhecidos. Segundo ele, a limitação da comunicação seria uma medida fora do padrão. “Qual é o presidiário do Brasil que não pode mandar uma carta? Ele não pode mandar um e-mail”, declarou.
A decisão de Moraes ampliou o clima de tensão entre aliados do ex-presidente e integrantes do STF, em um momento de movimentação para as eleições de 2026. Em Mato Grosso, o episódio também movimenta o cenário político, já que Pivetta busca consolidar seu espaço no campo da direita, enquanto enfrenta dificuldades para uma aproximação com o PL, sigla que mantém apoio ao projeto do senador Wellington Fagundes.



